sábado, 20 de setembro de 2008

Vivo!

Estou vivo! Antes de mais nada preciso deixar isso claro. Afinal, foram quase cinco meses de jejum no green blog. E não tenho nem argumentos para explicar meu sumiço repentino. Para piorar, não tenho graaandes novidades em minha volta. A vida continua igualzinha na green house. Talvez apenas com menos fios, já que troquei me
u desktop por um laptop. Exceto isso, continuo com acessórios verdes, esquecendo roupa molhada na máquina, utilizando gavetas para esconder a bagunça em casos de emergência... Enfim, está tudo como dantes por aqui.
Continuo criando teorias para tentar salvar a humanidade do caos, do sofrimento, dos dramas modernos. Assim, fiquei em dúvida sobre como recomeçar o blog. Tinha a dúvida entre dois temas: voltar à salada, que encerrou a fase anterior, ou meus dramas fora da green house, no trânsito moderno. Enquanto escrevo essa frase mudei de idéia duas vezes sobre o que escrever. Mas acho que vou no trânsito primeiro, só pra variar. A salada volta no próximo episódio.
Então agora é oficial. Resolvi reiniciar a saga da minha vida contando um drama diário que vivo fora da green house. E é até um tema recorrente nas principais discussões da mídia: o trânsito. Mais uma vez, para isso, preciso recorrer ao meu desenho predileto
 na infância, e cujo link já postei aqui no blog. O "pateta no trânsito" é diversão obrigatória para quem sofre as agruras do dia a dia no asfalto de nossas cidades. Eis o link: http://br.youtube.com/watch?v=RMZ3bsrtJZ0
Não sou um pateta no trânsito, até porque não sou um entusiasta do automóvel principalmente em uma cidade onde ele é atualmente o principal problema. Só dirijo nas pistas (desde o último domingo posso dizer isso, afinal estreei no kart, coisa que queria fazer desde a infância).

Inclusive o kart merece um parágrafo próprio. Minha estréia não foi das melhores, mas estou otimista para o meu futuro na modalidade. Em karts que chegam a 100km/h na reta, acabei fazendo boas voltas... mas acabei me sentindo um Nigel Mansel, com arrojo mas ficando pelo caminho nos momentos principais. Após sair da pista na volta de apresentação, rodar quatro vezes durante a prova e jogar a única mulher da corrida para fora da pista, acabei escapando na penúltima curva da penúltima volta e me espatifando na barreira de pneus, após rasgar o asfalto, a terra e a grama do kartódromo internacional de Betim. Resultado: fiquei em último. 
Mas saí feliz. E acho até que meu desempenho foi excelente, com várias ultrapassagens, principalmente para alguém que sequer tem carteira de motorista (agora estou tirando. rs). Quem me conhece sabe da história da auto-escola, que eu paguei mas nunca fui lá. Até hoje o pessoal da auto-escola "Liderança" deve achar que eu morri, fui preso ou algo do tipo... E depois de meses fiquei sem coragem de ir lá mesmo. Em novembro faz dois anos que paguei tudo e não retornei até a auto-escola. Agora minha nova auto-escola é exatamente do lado da "Liderança".
Mas voltando ao trânsito fora das pistas. Como não ando de carro, acabo trabalhando com todas as outras opções que Belo Horizonte me oferece: taxi, ônibus e metrô. Com vantagens e desvantagens para cada uma delas.
No caso do taxi, que a cada dia uso mais, a desvantagem óbvia é o preço. Pago 30 reais por viagem até o trabalho. Mas vou confortável, tranqüilo e nunca me arrependo. Principalmente depois que o jornal que eu trabalho divulgou matéria mostrando que andar de taxi é mais barato que ter carro. E os taxistas me divertem também. Eles sempre têm uns papos engraçados, umas histórias ótimas e uma concepção de mundo diferente dos outros seres humanos. Uma coisa que me intriga é o fato de eles acharem que só eles têm motivo para estarem no trânsito. O raciocínio do taxista é de que ele está trabalhando e que os outros estão passeando. Não passa pela cabeça dele que as outras pessoas estão indo para o trabalho, buscando filhos na escola, enfim, fazendo outras tarefas úteis, que não simples passeios pelas ruas da cidade.
Para minimizar a culpa por pegar taxis tão caros desenvolvi uma estratégia infalível. E mais uma vez recorro ao Wal Mart, supermercado que fica em frente ao local no qual trabalho e que representa 90% das minhas compras diárias. Minha estratégia é ir ao Wal Mart comprar alguma coisa sempre que estou cansado. Aí saio de lá com umas sacolinhas e já me sinto suficientemente no direito de descer de taxi. E sempre penso: ah, finge que as contas custaram 30 a mais... Assim vou quase sem culpa, quase todo dia.
Ultimamente, como estou trabalhando até bem tarde, tenho usado o táxi todos o dias. Tem ficado caro, mas o metrô, que até pouco tempo era meu meio de transporte predileto, tem ficado inviável. Aliás, tem duas coisas que me incomodam no metrô de Belo Horizonte. Uma é que ele te leva do nada ao lugar nenhum. As coisas mais importantes da cidade estão fora da rota do metrô. Por sorte, o jornal fica localizado bem perto do nada. E eu moro bem perto do lugar nenhum.
A segunda coisa que me incomoda no metrô é a falta de educação da maioria dos cidadãos na hora em que eu preciso descer daquele veículo. Tem uma porcaria de um adesivo na porta que diz: "deixe sair antes de entrar". Mas quando vou tentar sair, na estação Central, sempre tem alguém entrando, me empurrando para dentro de volta, com sacolas enormes, e arrastando crianças berrando nas duas mãos. É sempre um momento de tensão. Mas tirando isso, tudo bem. 
Ah, também me incomoda o fato de a lanchonete do metrô não fornecer guardanapo, com a desculpa de que é norma para que não se suje os trens. Os educados pagam pelos mal educados né...
Para subir para o jornal ainda é comum eu utilizar a opção ônibus. Mas também não é muito fácil. Primeiro pois o asfalto de Belo Horizonte é muito ondulado e andar de ônibus, principalmente nos bancos da metade do veículo para trás é como se equilibrar em um touro. Nunca me equilibrei em um touro, mas não imagino que seja muito mais difícil. Para piorar, tenho impressão de que os ônibus daqui são mal parafusados... Então fica aquele barulho de "nheco nheco nheco" durante toda a viagem. Sem um fone de ouvido e um mp3, ou sem o rádio ligada na CBN fica muito complicado.
Outra coisa fantástica é andar nesses microônibus que existem por aqui. Ou nos chamados "micrões", que são um meio termo entre o micro e o ônibus normal. Eles não possuem cobrador (ou trocador, como se diz lá em Juiz de Fora). Sendo assim, é o próprio motorista quem recebe o dinheiro. E o mais engraçado (na verdade seria cômico se não fosse trágico) é que eles cismam em receber o dinheiro com o ônibus em movimento. Ele olha para trás para te dar o troco e até gira o volante sem querer quando faz isso... Eu até preocupo-me em ter o dinheiro trocado para ter um risco a menos na viagem...
Mas tudo isso, e mais um pouco, me fez decidir por, enfim, tirar carteira de motorista e comprar um veículo. Comecei minhas aulas de auto-escola, que têm sido muito engraçadas. Serão as aulas de auto-escola que vão me dar muito motivo para escrever no blog. Mas como o texto já está loooongo e cansativo principalmente para quem tem meses que não vem até aqui, vou deixar para o próximo post a primeira história. 
Hoje o texto nem foi engraçado, mas serviu para atualizá-los. Para acompanharem minha volta passo a passo, cadastrem-se no blog e recebam notícias quando ele for atualizado. É só preencher o formulário na barra da direita. 

PS1: Esse texto é dedicado à Juliana F. e às várias outras pessoas que me incentivaram a retomar o blog. 
PS2: Esse post tem um apoio da operadora "Vivo". 

sábado, 26 de abril de 2008

O mundo contra a salada

Quando, aos 20 dias do mês de novembro de 2007, esse blog publicou, com exclusividade, artigo que combatia o consumo de vegetais e revelou que salada engordava e fazia mal à saúde, alguns se assustaram. É bem verdade que, embora muitos discordassem da teoria, a maioria dos comentários foram favoráveis e comprovaram a minha tese. No entanto, os céticos permaneceram irredutíveis na opinião de que os legumes e verduras faziam bem, que não criavam nenhum mal ao corpo humano e que, melhor ainda, ajudava aqueles que queriam manter a forma sem ter muito trabalho com exercícios físicos.
O artigo "Bomba - salada engorda", que aqui ganhou característica de post foi um marco histórico na luta contra a "indústria da salada". Daqui ecoaram as primeiras trombetas que alertavam o mundo para o mal causado pelos vegetais folhosos, legumes, etc e tal.
Eis que nós, defensores das carnes e outros produtos saudáveis começamos enfim a ganhar espaço e reconhecimento junto à sociedade. Isso mesmo, caro leitor, o mundo está percebendo o que o green blog ou as comunidades "eu odeio salada" e afins do orkut já sabiam. E, nas últimas semanas, foram várias provas disso.
A revista Veja, no dia 2 de abril, publicou duas páginas sobre a salada que engorda. Abriu a matéria dizendo: "Todo mundo que faz regime (e quem não faz?) sabe: salada não engorda. Não engorda? Pois a destas páginas contabiliza 1.265 famigeradas calorias, mais do que o cardápio do dia inteiro recomendado a uma mulher preocupada com o peso." Tudo bem que a Veja pegou leve e não chegou nem perto do que disse esse blog, em novembro do ano passado, quando decretou: "salada não faz bem. E vou além: aumenta as chances de desenvolvimento de colesterol, eleva o percentual de chances de doenças do aparelho digestivo e o pior: ENGORDA!"
Pois bem. O leitor deve estar se perguntando: tudo bem... a Veja pegou alguns exemplos para dizer que salada engorda. Mas o blog também havia pegado pesado ao dizer que, além de engordar, a salada "faz mal à saúde". Note bem, caro visitante, o que disse naquele novembro último: "Minha teoria é de que é porque as comidas como carne, arroz, feijão, as tradicionais, todas passam por um processo de cozimento, ou fritura ou coisa parecida. A salada não. Pega ali, cheio de micróbio, dá uma lavadinha com água mesmo (nem sabão usa!) e pronto. Comem. Não adianta. Vai fazer mal à saúde."
Agora, na última semana, lemos nos jornais que os micróbios são os menores problemas. Tem coisa pior que tem na salada e não tem na carne. Veja o que diz a Folha de S. Paulo, que manchetou o assunto: "De cada dez pés de alface vendidos no Brasil, quatro estão contaminados por resíduos de agrotóxicos." Isso mesmo: o alface que estamos comendo (vocês estão, porque eu não como) tem veneno! E olha o tomate, que as pessoas tanto gostam: "O alimento com maior nível de contaminação foi o tomate. Das 123 amostras analisadas, 55 apresentaram resultados insatisfatórios (44,72%)". No caso dos mineiros, a situação é ainda pior, como mostrou o jornal O Tempo, onde eu trabalho: 56% das amostras de tomate analisadas no Estado possuíam alta concentração de agrotóxico. E a matéria sentencia: "De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia, o médico Délio Campolina, os produtos químicos identificados geram danos no sistema nervoso, fígado e no estômago".Portanto, minha gente, mais uma vez a green house entra na campanha contra os "fabricantes de salada" e decreta: salada engorda e faz mal.
Já dizia isso antes e volto a repetir: coisa verde é para decorar a casa, não é para comer. Para relembrar tudo o que já dissemos sobre os vegetais folhosos e legumes, deixo aqui o link do histórico artigo de 20 de novembro de 2007, que fez o mundo rever sua posição sobre a salada.

http://solteirosemempregada.blogspot.com/2007/11/bomba-salada-engorda.html


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terça-feira, 22 de abril de 2008

Em busca da nova green house

Meu blog andou meio desatualizado por conta do operação Pasárgada, da Polícia Federal. Para quem não se ligou, foi uma operação que prendeu 51 pessoas, sendo 17 prefeitos (15 de Minas) na última semana. Mas eu não fui preso, viu minha gente? Estava só ocupado investigando as coisas e fazendo matérias sobre o envolvimento dessa turma toda aí. Se tivesse sido eu daria um jeito de postar de dentro do presídio Nelson Hungria, em Contagem, para que vocês conhecessem minha vida lá na "grey house". ahahahahaha (até eu tive que rir dessa minha piadinha sobre a "grey house". (Aliás, tive dúvidas sobre "Gray" ou "Grey", mas optei pelo britânico)
Mas enfim. Voltando à vaca fria... ou melhor... voltando ao blog que esfriou nos últimos dias, a idéia é retomar. E nada melhor para fazer isso do que em um dia de folga. E folga mesmo! Já que acordei cedo e já fiz tudo o que eu tinha para fazer.
E tendo tempo para ler as coisas aqui e os scraps no orkut, surpreendi-me com o sucesso que o arroz doce teve. Pelo menos na teoria, a maioria acredita que eu conseguiria fazer um arroz doce razoável. Um dia convido todos para provar na prática.
Mas o assunto hoje não é operação Pasárgada. Nem arroz doce. Hoje vou falar sobre meu plano mirabolante para adquirir minha própria green house. Mudei pra Belo Horizonte depois de morar 25 anos na casa dos meus pais (e apenas 3 meses sozinho, de aluguel, no centro de Juiz de Fora). Aqui, aluguei um apartamento pequeno, de um quarto, sala, cozinha, banheiro e área. Posso caminhar por todos os cômodos com menos de 10 passos, acreditem se quiser. Mas é arrumadinho e razoavelmente bem localizado.
Acontece que eu agora já estou querendo a minha green house própria, então comecei os estudos para a aquisição do bem. Como ainda não conheço nada de Belo Horizonte, tenho iniciado as análises apenas olhando opções na internet. E aí é que mora um troço engraçado da minha procura. Como não sei se os bairros são bons ou não, se os locais são bons ou não, vou pelas fotos dos apartamentos.
A minha tese é a seguinte: se os móveis e a decoração dos antigos moradores (que aparecem nas fotos de venda do imóvel) forem bregas, o apartamento está descartado. A lógica é que, se eles não possuem bom gosto para escolha de móveis, acessórios, decoração, etc, porque teriam bom gosto para a escolha de um bom local para morar? E assim já vou eliminando uma série de apartamentos baratos, porém muito muito muito mal decorados.
Tem coisas horríveis nesses sites de imóveis. Certa vez lembro de ter visto uma sala que possuía uma cortina verde, uma toalha de mesa vermelha xadrez e uma capa de sofá amarela. NO chão um tapete bege e marrom, em um chão de piso branco. Imagine que cena horrível. Parecia uma parada do orgulho gay, de tantas cores.
Mas essa é a primeira etapa apenas do meu plano que pode terminar (olha essa... Talita) na "conquista do mundo". Preparei até uma fórmula matemática para explicar meu plano. Vejamos:
Vou gastando pouco e guardando dinheiro para comprar um apê próprio. Então, a fórmula para a compra da G1 (Green house própria 1) hoje será:
G1 = X.Y (sendo Y o tempo que eu demorarei para comprar a casa e X o que eu consigo juntar a cada mês).
Após a compra da G1, se hoje eu junto X, passarei a juntar X + A (O que eu pago de aluguel hoje poderei guardar também). Então a fórmula da compra da green house passará a ser,
G2 = (X + A).Y (nota-se que o Y já vai diminuir).
Quando eu comprar a G2, vai ser ainda melhor a fórmula, pois além de economizar o que já economizo hoje, mais o dinheiro do aluguel, ainda faturarei com o aluguel que ganharei da G1 (enquanto moro na G2). Para esse último valor, darei o nome de AG1.
G3 = (X + A + AG1).Y
G4 = (X + A + AG1 + AG2).Y. E assim por diante.
Nota-se que, a cada mês o Y tende a ficar menor, podendo um dia, sabe-se lá daqui a quanto tempo... tender a 1. Nessa lógica, eu compraria uma green house nova por mês. Não parece brilhante?
Enquanto isso não acontece, vou apresentando para vocês a pequena, porém arrumadinha Green House original (essas fotos são dela, acreditem!). Notem que ela é realmente salpicada de green.


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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Arroz doce na green house

Caros leitores do blog,
Antes de iniciar o divertido (agora tenho que especificar) post de hoje, quero emitir uma nota de esclarecimento:
Devido aos comentários maldosos que foram postados aqui, quero deixar claro que continuo solteiro, sozinho e sem empregada. Ao contrário do que se ventilou por aqui, o texto que postei NÃO foi concebido por conta de uma visita que eu tenha recebido recentemente na green house. Conforme ressaltei no início do post, o texto é antigo e apenas publiquei por remeter à saudade que sinto de tooodos os parentes, amigos e pessoas que deixei para trás. Agora vamos ao que interessa!
Como eu disse, sigo solteiro, sozinho e sem empregada. Mas nem tudo em minha vida está como "dantes". Agora, trabalho em um outro horário (de 8h às 15h30) o que me permite chegar em casa mais cedo. Isso tem melhorado minha relação com a green house. Estamos passando mais tempo juntos e estou podendo cuidar mais dela. A green house já não tem tantas roupas sujas espalhadas pela casa, como nas últimas semanas, nem está com a pia da cozinha desarrumada. Estou cada vez mais eficiente nas simples tarefas do lar e, assim, cada vez mais convencido de que é desperdício contratar uma diarista para fazer os serviços básicos daqui.
Aliás, seria até uma maldade com minha saúde. Segundo pesquisa que os jornais estarão divulgando amanhã e que já pipocou nos sites hoje, fazer 20 minutos de faxina por dia alivia o stress. O problema é que, segundo os pesquisadores, tem que ser uma faxina suficiente para deixar ofegante. E convenhamos que, se eu ficar ofegante em 20 minutos de faxina, é melhor eu procurar um médico né?
Pois bem. Faço os 20 minutos de faxina, alivio meu stress, mas não fico ofegante.
Só que não é só a faxina que ando fazendo aqui em casa nesse tempo livre. Tenho me aventurado na cozinha, lugar que eu ia apenas para assaltar a geladeira. Agora estou produzindo alimentos. Que incrível! E foi num desses arroubos de boa vontade que eu resolvi encarar a tarefa de fazer um arroz doce que tanto queria comer.
Como costumo fazer em momentos como esse, liguei para minha mãe, em Juiz de Fora, e obtive informações sobre como fazer o doce. Ela me explicou e logo fui fazer.O único problema nesse caso é que minha mãe parece achar que eu sou uma ameba na cozinha. Reiterou ao telefone que era para eu cozinhar o arroz normalmente, mas que não era para colocar óleo nem tempero na panela. Oras... È sacanagem comigo né?
Pois bem. Cozinhei o arroz (sem óleo nem tempero)... deixando a água acabar. Para quem não sabe (vou ensinar a fazer arroz doce), um copo de arroz deve ser jogado na panela com uns três a três copos e meio de água. Quando a água secou, fui para a segunda fase, que era colocar leite para fazer o mesmo. Nessa hora, temos duas opções: colocar quatro colheres de açúcar, para deixar o arroz doce, ou usar leite condensado. Optei pelo leite condensado, que misturei ao leite comum. E pronto.
Secou quase tudo, desligou, esperou esfriar, colocou na geladeira, com canela por cima e pronto. Que beleza. Ave arroz doce!
Quem leu isso deve ter achado que foi a maior moleza do mundo. E realmente foi. Mas tive alguns percalços que vou enumerar para não perder a tradição de ser humilhado pelas risadas de meus leitores:1) Por algumas vezes, esqueci e fechei a panela do arroz doce. Como estava usando uma panela comum e não uma panela de pressão, que pode ser travada, a cada vez que eu fazia isso a água ou o leite subia e entornava no fogão.
2) Empolguei tanto com a facilidade de se fazer o arroz doce que cismei de dar uma de dona Leda e fazer outras coisas ao mesmo tempo. Resolvi fritar pastéis enquanto o arroz doce ia pro fogo. O problema é que, como as minhas panelas são finas e a gordura espirra muito, eu fechava a panela do arroz doce para que a gordura não voasse para lá. Mas aí a panela do arroz doce transbordava e atingia a gordura da frigideira. E quando issoa contecia, a frigideira espirrava ainda mais gordura, fazendo com que eu tivesse que dar um passo atrás. Após três tentativas, resolvi fazer uma coisa de cada vez. Aí sim. tudo deu certo.
3) Fazer o arroz doce foi mole. Difícil mesmo foi lavar a panela. Esqueci dois dias aquele troço lá tampado, após tirar o arroz doce. Quando abri o troço estava uma nojeira. Até o cheiro era insuportável. E, ao contrário do que imaginei, foi dificílimo arrancar os restos de arroz que ficaram agarrados nela. Com água, consegui amolecer aquilo tudo, mas não escapei de usar bombril para limpar o pobre utensílio. Mas dá muita pena passar bombril naquele troço brilhoso...
4) Meu último problema é que, como comi o arroz doce sozinho (demorei 4 dias), ninguém acredita que ficou bom. E eu juro que ficou!

-> Agora terei mais tempo para escrever aqui no blog. Prometo não abandonar isso aqui. Mas como não estou escrevendo todos os dias, como no início, sugiro que cadastrem-se na barra direita, colocando o nome, o email e a cidade para que eu avise quando novas postagens estiverem aí.

sábado, 29 de março de 2008

Solteiro sério - Plataformas de embarque

Perdoe-me quem vem aqui apenas para se divertir com textos engraçados. Isso continuará acontecendo. E perdoe-me os que esperam há dias um novo texto. Mas, antes, preciso postar um outro texto meu... que não tem nada de engraçado. Mas é importante. Não precisa ser nem solteiro, nem sozinho, nem sem empregada para sentir saudades. E perdoem-me o sumiço também. Espero que também tenham sentido saudades. E boas saudades. Abraços a todos.





Plataforma de embarque
"Senhoras e senhores passageiros: em 15 minutos, ônibus de partida para o seu destino. Dirijam-se à plataforma de embarque e tenham todos uma boa viagem".
A voz fúnebre dos locutores de rodoviária não é apenas um detalhe. E a frase uma sentença de morte. Inevitável e triste pra quem fica, mesmo que se trabalhe sempre com a hipótese de que as pessoas vão voltar. Abre-se o bagageiro.
É hora de guardar os pertences. Largar o que tiver na mão. Melhor para dar o abraço, ou tocar a nuca enquanto dá um beijo quente ou carinhoso. Normalmente é carinhoso, daqueles que parecem tentar dizer para que a outra boca não se vá.
As portas do bagageiro vão se fechando enquanto, em fila, cada um parece respirar fundo antes de entrar no ônibus que é como uma caixinha que irá guardar e levar pra longe as esperanças de quem fica.
Apresentada a passagem, são quatro degraus. Quem fica do lado de fora costuma contar. As janelas nunca foram tão opacas. É difícil ver direito lá dentro.
Quem fica, fica com os braços cruzados, fica apoiado... apoiando-se em si mesmo. Que outra opção há? Quem tem a sorte de estar acompanhado, bota a mão no ombro do outro, mas nem conversa. O pai e a mãe não querem perder tempo falando um com o outro se a filha está já sentada e acomodada no banco, para ir para longe deles. Nessa hora, mesmo sabendo que ele vai voltar, eles imaginam, embora não aceitem... que os filhos que criaram... criam asas.
E voam...
O tio ainda consegue puxar assunto com o namorado da outra garota que dá um aceno como quem diz: "agora podem ir". Mas ninguém vai. A partir dali é como fato consumado. Não há o que fazer. As pessoas não descerão do ônibus.
Não o que impeça o crescimento contínuo da distância que as próximas horas vão proporcionar. O homem que cuida do bagageiro entra no ônibus, não permanece três segundos. Entrega um rolo de papéis ao motorista. É a ordem para que os corações se apertem, e a cabeça de quem fica se encha de indagações: "Qual pode ser o meu último gesto?". Normalmente o gesto não é nada do que se pensava.
Todo mundo acena. Todo mundo responde. Mas todo mundo sabe exatamente pra quem é cada aceno. Nenhum deles se perde no ar, e ninguém vê outro que não o seu.
O ônibus começa a andar e a cada giro que a roda dá o ângulo que você procurou com tanto cuidado para ver quem está dentro piora. A imagem desfoca... Não adianta. Você muda de lugar, dá um passo para trás. Ameaça ir embora, mas o ônibus vira e vai se perdendo no horizonte. As pilastras parecem mais largas, e o ônibus que desaparece de um lado custa a reaparecer do outro. Você já não vê mais quem está dentro. Mas continua vendo o veículo se deslocar. Ele passa a simbolizar a pessoa que você vê ir...
Agora sim. O ônibus se foi. Você retorna à realidade. Pensa o que tem que fazer. Caminha até a saída da plataforma. As escadas são mais longas, o caminho é mais difícil. Se é um dia frio, fica mais frio. Se é quente, fica mais quente. É engraçado como as pessoas que estavam ali, juntas, acompanhando a saída do ônibus desaparecem. Cada um parece ter procurado um canto pra se refazer. Mas ninguém se refaz. As plataformas de embarque possuem um sério problema. Elas são apenas de embarque. Quem vai até elas vai sempre cumprir o destino de ver sumir no horizonte quem até pouco tempo estava ali, do lado, te enchendo de sorrisos no rosto. Vai a pessoa, fica a saudade. Não era para ser o contrário? Afinal nem o nome soa bem: "partidas". Faz muito mais sentido que houvesse apenas "destinos". Rodoviárias deveriam ter apenas plataformas de desembarque.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Solteiro atrasado

Morar sozinho tem uma série de vantagens e inúmeras desvantagens. A grande vantagem é a tranqüilidade. Nada nem ninguém te atrapalha na hora em que você não quer. Dormir então é uma beleza. Enquanto não acabar o sono ou o despertador tocar você não acorda. Mas ontem essa "vantagem" acabou se voltando contra mim.
Quem me conhece sabe que eu não atraso para os meus compromissos. Pelo contrário. Costumo é chegar cedo demais... Mas ontem quebrei a tradição. Cheguei atrasado ao trabalho. Alguns podem já estar dizendo que esse assunto não merece um post, afinal um atrasozinho no trabalho não é nada anormal. Isso acontece vez ou outra com todo mundo. Mas desta vez foi mais que isso...
Calma gente! Não fui demitido! E nem acho que era motivo para isso, mas eis que vou contar o mico que paguei.
Lá no jornal onde eu trabalho, eu comando uma reunião pela manhã, 10h30, com editores-adjuntos de cada uma das áreas específicas. Sendo assim, chego no jornal pontualmente 9h, para fazer uma avaliação de nosso jornal, dos concorrentes diretos e indiretos e me informar sobre o que temos de melhor acontecendo no dia. Ontem, especificamente, era feriado em Contagem, onde fica a redação do jornal. Mas a cada vez que me perguntavam sobre a reunião eu fazia questão de reiterar: "Teremos a reunião normalmente". Acontece que a reunião não foi tão normal assim.
Enquanto as pessoas acordavam e saiam de casa, em plena chuva forte em Belo Horizonte, eu dormia. Tenho que acordar 7h30 para tomar banho, mudar de roupa, comer algo e chegar até o jornal 9h. E meu celular é usado como sagrado despertador. È infalível. Sempre me acorda.
Era infalível. Ou melhor, continua infalível na função de despertar. Mas não é mais infalível na função de me acordar. Na noite anterior, tinha dormido muito tarde, pois sofri com uma gripe terrível, que entupia meu nariz e me dificultava a respiração. Com isso, acordar 7h30 era realmente cedo e difícil para mim.
Quando acordei, abri os olhos já assustado, pois estava achando meio estranho a quantidade de barulho na rua. Peguei o celular em questão de segundos e quase desmaiei (dessa vez não de sono) quando vi a hora. Eram 11h41. Exatas 11h e 41 minutos. Não esquecerei daquele número tão cedo. Recapitulando: tinha que acordar 7h30. Acordei 11h41, ou seja, com 4h11 de atraso. Tinha marcado a reunião para 10h30. 11h41 ela já tinha acabado. Minha superior no jornal foi quem fez a reunião. Decidiu por isso não antes de tentar falar insistentemente comigo no Nextel do jornal. O nextel, que estava lá na mesa da sala, não foi páreo para o meu sono. Berrou até a bateria acabar e não me acordou.
Tirei parte do atraso tomando banho mais rápido, mudando de roupa mais rápido, me deslocando mais rápido até o jornal. Cheguei lá 12h30. Ou seja, 3h e 30 depois do meu horário e fui recebido pela diretora que perguntou se eu era "louco" de ter marcado a reunião e não comparecido. Pedi desculpas um a um aos editores que eu convoquei. E tentei explicar o inexplicável.
Certo é que hoje, na green house, até o vizinho deve ter acordado não 7h30, mas 7h20. Coloquei dois celulares para despertar no horário. Tocaram simultaneamente. O nextel também estava na beira da capa. Em um travesseiro do lado do meu. A capa de casal pareceu até pequena para tantos equipamentos. Dois celulares e um pseudo-celular rádio e eu.
Agora estudo a necessidade de comprar um despertador daqueles antigos, chatos. Mas dependo de achar um despertador verde para compor o ambiente. De qualquer forma se eu não achar dessa cor não será nada que me faça perder o sono...
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-> Visitem também a
comunidade do blog no orkut, criada pela Amanda, visitante ilustre por aqui.
-> Observação final: até o anúncio da Dell está combinando com o blog e a casa essa semana :)

terça-feira, 11 de março de 2008

Músicas para arrumar casa

Poucos foram os posts nos quais eu não tenha ressaltado como é dramático ter que conviver com minhas tarefas domésticas. A vida de um solteiro, sozinho e (principalmente) sem empregada é assim. Tarefas e mais tarefas nos momentos de folga. E não há nada mais difícil do que arrumar ânimo em uma hora dessas, não é verdade? E de onde eu tiro boa vontade para, de vez em quando, fazer uma coisinha aqui e outra ali? Ouvindo música. Como não sei dançar, a minha maneira de acompanhar e me empolgar com as músicas é nas tarefas domésticas. Vocês devem estar me achando ridículo. Mas se isso me preocupasse eu não escreveria nada aqui. Pois sempre parece ridículo mesmo (eheheh).
Bom... hoje eu comprei um home theater. Já possuía um na sala, ligado no DVD e na televisão. Comprei um novo para colocar no quarto (único quarto) da minha casa, ligado aqui no meu computador. E, agora, poderei arrumar casa com muito mais boa vontade. Tenho certeza de que ficará tudo melhor. É a ausência de um home theater no quarto que, parece-me, faz com que ele sempre fique mais bagunçado do que o resto da casa. Percebi que sempre que arrumava a casa eu começava pela sala e tenho quase certeza de que isso acontece porque é de lá que sai a música alta que ligo para me animar a fazer o serviço. Na medida em que passo para a cozinha, que fica no meio da casa, a música diminui e a empolgação também. Isso faz com que eu não me anime a usar muito o fogão, e, principalmente, deixe às vezes a lavação de vasilhas pela metade. Passar roupa então, terrível... Devem estar se perguntando o que tem a ver uma coisa com a outra. Mas é que minha tábua de passar fica na cozinha... :)
O quarto fica depois da cozinha, do lado de cá da casa... onde tem também uma porta para o banheiro, que é suíte. O banheiro eu ainda limpo sempre. Primeiro porque banheiro não tem como você adiar a limpeza. Tem que estar sempre brilhando. Segundo porque lá tenho outra motivação, principalmente em tempos de calor: a água. Eu adoro água. Mas o quarto, normalmente, fica bagunçado. Para cada 6,35 arrumações de sala, eu faço uma arrumação de quarto. E como é este o ponto da casa que eu mais freqüento, imagine o quão bagunçado fica isso aqui no dia a dia.
Do quarto, o som fica muito baixo. Posso até aumentar, mas aí o vizinho da esquerda vai ao delírio. Lembro, inclusive, caso já citado aqui no blog, da vez que liguei música alta para arrumar banheiro e o pobre coitado ligou lá para a portaria pedindo, ou melhor implorando, pelo amor de Deus que o porteiro intercedesse e me pedisse para abaixar o som. Para piorar, estava tão alto, que eu não ouvi, nem de longe, o interfone tocando. E foi necessário que se mandasse um emissário à minha porta, para socá-la até que eu atendesse.
Então comprei e instalei o home theater novo aqui. Agora, posso começar a arrumação pelo quarto, quando animar. Com a vantagem que, como é ligado ao PC, as músicas novas que baixo na internet já estão sempre aqui e minha playlist está atualizada, sendo desnecessário o trabalho de gravar cds e dvds para levar para a sala. O quarto e o banheiro recebem um som perfeito agora e tenho certeza de que a arrumação será melhor.
Até a cozinha será mais bem arrumada agora, pois do lado de cá eu posso aumentar mais o som, já que não tenho vizinhos à direita, assim como acontece na esquerda. Significa que, do lado de cá, posso botar o negócio no talo ou quase no talo, com os móveis tremendo enquanto eu os arrumo.
Agora, um aviso: não é qualquer música que pode ser utilizada para a arrumação da casa. Músicas muito românticas, por exemplo, não funcionam muito bem. Dão preguiça, ou vontade de ligar para alguém e parar com a faxina.
No banheiro é que músicas mais calmas e tranqüilas são toleráveis. Como é um trabalho que você precisa fazer mesmo com calma, para não escorregar no sabão que jogou no chão, e como as frestas e cantos de azulejos e pisos precisam de um trabalho cuidadoso, uma música tranqüila e calma funciona bem. Rock pesado, neste caso, nem pensar, pois é capaz de você dar uma vassourada no vidro do box e arrebentá-lo em 383 mil pedaços. Varrer casa também já dá para fazer com musicas mais calmas, senão você deixa sujeira para trás
Guarde as músicas mais pauleiras que tiver para o momento de lavar vasilha. Músicas mais animadas são boas para lavar vasilhas. Principalmente se for para tirar sujeiras mais grossas de panelas. Neste caso, você precisa de força e animação para esfregar mesmo quando seu braço já não aguentar mais, então funciona muito bem. O mesmo vale para roupas ladas à mão. Além do que, com músicas mais animadas você termina o trabalho muito mais rápido. Uma que eu adoro para lavar vasilhas é "Rosas e Vinho Tinto", do Capital Inicial. Mas você pode fazer com a banda que preferir. Ah, uma última recomendação: não use a "dança do créu" pois um vizinho pode perceber pela janela e nunca mais te olhará da mesma forma.

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quarta-feira, 5 de março de 2008

A folga

Ah, a folga... Sonhamos com ela a cada minuto que estamos dormindo e desejamos a cada momento em que estamos acordados. Eu sou daqueles que trabalha muito e se dedica ao máximo, mas que não aceita ouvir alguém dizer que "gosta de trabalhar". Isso é papo furado, afinal, se eu perguntar agora a cada um de vocês se preferem estar no trabalho ou estar de folga... todos vão responder pela segunda opção. Mas a folga de um solteiro, sozinho e sem empregada, principalmente em um início de mês, não é a coisa maaais tranqüila e agradável do mundo.
E digo isso às 16h40, quando oficialmente termina minha folga. Digo oficialmente pois, embora o dia não tenha acabado, eu já considero a folga encerrada pois, em tese, meu horário de trabalho vai de 9h às 16h30. Claro que é só na teoria, pois na prática eu trabalho até 18h.
Então deixa eu narrar como foi essa minha folga hoje, em plena quarta-feira, fruto do trabalho no sábado (até 23h30) e no domingo (até 22h00).
Ato I - Levantar:
Parece uma atitude simples. Já faço isso todo dia mesmo... acordando entre 7h e 7h30 para me arrumar para o trabalho. Mas em dia de folga você já começa com má vontade de ir dormir, na véspera. Acabei dormindo até tarde demais e fui acordar, vejamos... 14h. Notem que, assim, minha folga (acordado) se resumiu a 2h30. E como vou aproveitar tão precioso tempo?
Ato II - Atualização
Pode ser dia do maior temporal da história, ou o dia em que o sol estará tão quente que os seres humanos vão derreter se saírem pela rua. E se Belo Horizonte estiver em guerra com Sete Lagoas? Posso ser alvejado por um soldado das Forças Armadas Revolucionárias da Savassi (FARS)... Então antes de tudo preciso me atualizar. Acordo e faço um esforço "sobrehumano" para me arrastar até minha bela e confortável cadeira que fica em frente ao PC. Faço um alongamento básico para ligar o PC, cuja CPU fica no chão, e vou saber se a Colômbia e o Equador já se acertaram, se o STF aprovou ou não o uso de células-tronco e o se o pó-de-arroz da torcida do Fluminense está ou não liberado para o jogo de hoje à noite no Maracanã.
Ato III - Recomposição
Após acordar e já devidamente bem informado, posso abrir a janela tranqüilamente, e ver se a previsão do tempo estava certa. Pelo barulho dos carros pela rua, já havia notado que não tinha água alguma, portando certamente era um dia de sol. Dito e feito. Sol quente, temperatura em elevação... janelas abertas... Era hora de me recompor. Escovar os dentes, pentear o cabelo, comer uma meia dúzia de bis para abrir o apetite... Pronto. Estava pronto para minha folga. E eram, apenas, 15h00!!!! Ou seja, ainda tinha uma loooonga 1h30 pela frente.
Ato III - O saque!
Agora era hora de cumprir itens obrigatórios, como pagar o aluguel, fazer transações financeiras e garantir suprimentos para sobreviver aqui no mundo difícil da green house. Saio de casa, vou até um caixa eletrônico aqui perto de casa para enfrentar uma pequena fila (apenas 3 pessoas) para sacar dinheiro. Eram apenas 3 pessoas, mas o primeiro da fila valia por 20. Eu com uma hora e meia apenas para aproveitar da folga e o camarada resolve pagar todas as contas do mundo. A primeira coisa que tive foi pena do sujeito. Pensei: esse cara não deve ter dinheiro nem para comer, de tanta conta que tem para pagar. Tinha um papel verde, outro azul, um branco. E no final ainda consegui identificar a conta da Cemig, a companhia de energia elétrica que possui a sexta tarifa mais cara do mundo!!!!!!! Ele deve ter demorado uns 15 minutos (só ele!) pagando aquelas contas. Somando os outros dois que estavam na fila, perdi ali 20 minutos preciosos até chegar a minha vez. Chegou, e faltavam apenas 1h10 para acabar a minha folga.
Ato IV - O aluguel
Enquanto procuro a nova green house para comprar, sigo pagando aluguel. E meu próximo obstáculo, digo, minha próxima tarefa era pagar o aluguel, que é feito por depósito bancário. Preferia que pudesse ser por transferência bancária, pois aí faria pela internet, como faço com todas as contas. Mas para fazer transferência entre dois bancos distintos, preciso do CPF do receptor da grana. E, não riam de mim, mas eu perdi o telefone da dona da casa e não tenho nenhuma forma de contato com ela. O que eu quero dizer com isso é que o único jeito de eu falar com ela seria atrasar o aluguel indefinidamente, para ela me ligar reclamando. Mas como isso geraria outros transtornos, eu sigo pagando o aluguel por depósito, de foma sagrada, antes do dia 5, todos os meses. Sendo assim, lá se vou eu a uma casa lotérica aqui em frente minha casa, para fazer o depósito, já que a conta é na Caixa. Estou na fila quando espertamente uma senhora, apostadora da mega-sena, entra na minha frente fazendo de boba. Como era uma senhora, eu nunca tentaria tomar o lugar dela. Ainda por cima pensei: Essa senhora está torrando o dinheiro de INSS dela com a mega-sena. Tem uma chance que podemos chamar de ridícula de ganhar e eu ainda vou criar problema para ela. Deixa ela apostar em paz e depois eu pago o aluguel. Esperei pacientemente até que a velhinha registrasse os números (um palpite para quem visitar o blog: 7, 13, 35, 44, 46, 53). Paguei o aluguel e me sobrou 1h para aproveitar com a folga.
Ato V - O banco
Eu já havia sacado dinheiro, pagado o aluguel e agora minha missão era depositar um dinheiro em minha própria conta de outro banco. Faço isso pois recebo no Banco do Brasil (conta salário), mas gosto mesmo é do Banco Real (que sou cliente desde a universidade). Assim, lá fui eu depositar a grana. Rapidamente estava tudo resolvido, em 10 minutos, afinal o Real faz mais que o possível!
Ato VI - O Supermercado
Com 50 minutos ainda de folga, faltava apenas ir ao supermercado para encerrar minhas obrigações e poder, enfim, curtir minha folga merecida. Optei por um que tem aqui perto de casa, daqueles modelos Carrefour Bairro, para gastar menos tempo. Mas como eu adoro supermercado, um minimercado me desagrada. Entrei naquele lugar quente, pequeno e apertado... e que ainda por cima estava cheio. Tentei comprar morangos, mas não tinha pois está fora da época. Fui buscar então um pacote de pão de forma. Mas era impressionante a quantidade de funcionários do supermercado que eu encontrei no caminho reorganizando os produtos e ocupando o espaço que eu tinha para passar com o carrinho. Carrinho que, diga-se de passagem, eu custei a conseguir e que estava cheio de restos de folha de alface que o infeliz que usou antes de mim pegou... Agora me digam: 15h40 é o horário ideal para reorganização de um supermercado? E ainda por cima gritando: "Ô Araujo, o vinho nacional eu deixo aqui ou coloco junto com o importado?". Vou te dizer o que você faz com esse vinho...
Para piorar as coisas, minha próxima missão, depois do pão de forma, era comprar suco. Acontece que, exatamente no corredor de sucos e refrigerantes, o pessoal do supermercado teve a brilhante idéia de colocar os ovos de páscoa, fazendo aquele túnel de chocolate. Eu tenho 1,90 e os ovos estavam a uma altura de 1,80. Pois bem. Peguei qualquer suco pois não aguentava a ridícula situação de andar abaixado naquela droga de túnel. E vez ou outra ainda metia a cabeça naqueles "ovos" de batom que inventaram esse ano, e que tem um tubo com formato de batom. Após o suco, peguei uma mussarela para acompanhar o presunto que eu já tinha em casa, e colocar no pão e fui então, me desvencilhando das pessoas que cismavam em parar no caminho. Enfim cheguei até o caixa, onde os carrinhos vazios já se acumulavam ocupando o lugar que deveria ser da fila. E aí começou outro drama. Primeiro uma senhora que comprou cinco cenouras e sete batatas e queria pagar com uma nota de 50 reais. Com muito custo a dona do caixa, já estressada, conseguiu convencê-la a pagar com uma nota de 10. Depois um camaradinha que comprou uma pasta de dentes e queria pagar com 20 reais. A dona do caixa, mais estressada ainda, conseguiu convencê-lo de que olhasse na carteira e percebesse que ele tinha os R$ 2,69 para pagar aquela porcaria.
Quando chegou minha vez a mulher já estava estressada. Ainda bem que eu tinha dinheiro trocado, senão ela voaria no meu pescoço. Com uma cara de nojo ela ainda me disse: "Trabalhar é péssimo". Eu concordo com ela. Trabalhar é péssimo. Mas ela não podia me dizer isso, oras...
Saí daquele supermercado uns 10 graus mais estressados. Mas sem perder a paciência, afinal, era minha folga! Olhei no relógio (do celular, já que o meu relógio de pulso estragou no futebol da semana passada) e percebi que já eram: 16h10. Cheguei em casa 16h20. Coloquei as coisas em seus devidos lugares, troquei de roupa, liguei o computador, vim aqui abrir o blog para ver se os anúncios que coloquei estavam funcionando e... deu 16h30. Acabou minha folga. Na próxima eu aproveito...

domingo, 2 de março de 2008

Post extra- estatísticas:

O Blog está crescendo!!!
O contador aí do lado (quando funciona) não mente. Esse blog ainda não é um sucesso de público, embora obtenha bons resultados de crítica. Mas a história está mudando mês a mês. Em janeiro, experimentamos um crescimento em todos os índices e, agora, em fevereiro, voltamos a crescer de maneira bem razoavel.
Vamos aos números.
O número de visitas, em fevereiro (em relação a janeiro), cresceu 18,52% (no mês anterior já havia crescido 19,89%). Em relação às exibições de página, o número foi elevado em 28,12%, após um crescimento de 25,07% em janeiro.
Também continua melhorando, mês a mês, a taxa de rejeição do site. No mês passado, havia caído 3,45% e agora voltou a cair: 3,89% de redução dessa vez.
O número de páginas por visita, que havia subido 4,32% no mês anterior, agora registrou aumento ainda maior: 8,11%.
Também subiu um pouquinho o número absoluto de visitantes únicos (2,87%). Esse número já cresceu mais de 45% desde o início do ano.
O blog também recuperou parte do "tempo no site", que havia perdido no ano passado. Depois de uma redução de 54,75% do índice em janeiro, agora o tempo cresceu em 10,95%.
A única queda do mês foi em relação ao percentual de novas visitas. Após um crescimento de 23,92% no mês passado, agora o índice caiu 15,20%.
Mas até isso pode ser explicado: a adoção de um cadastro de membros está fazendo com que membros antigos voltem ao site regularmente, o que está reduzindo, percentualmente, a participação de novos visitantes, ainda grande, na casa dos 57%.
Em suma, estou comemorando os dados. Adoro estatísticas. E os bons resultados me animam a continuar escrevendo. Se os números estivessem caindo, ia me dar a noção de que o blog está acabando. Mas ele, felizmente, ESTÁ CRESCENDO!
Só tenho a agradecer. Obrigado a todos vocês, solteiros, sozinhos, sem empregada e agregados. :)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Supermercado não é o paraíso

Dia desses escrevi aqui no blog que adoro ir no Supermercado. E adoro mesmo. É de fato minha segunda casa, embora não chegue aos pés da querida e combinante green house. Mas nem tudo no Supermercado me faz bem. Eu confesso que, além dos preços não serem sempre convidativos, costumo me irritar algumas vezes enquanto empurro meu carrinho por entre os corredores de quão grande estabelecimento.
Costumo comprar naqueles hipermercados mesmo. O meu preferido, simplesmente por ser em frente ao local onde trabalho, é o Wal Mart. De lá, venho com minhas compras feliz da vida, de taxi, até em casa, quando despejo tudo em cima da mesa e vou fazer outras coisas enquanto ganho ânimo para abrir sacola por sacola e guardar tudo em seu devido lugar.
Essa semana fui no Wal Mart e percebi as coisas que me irritam. Antes, cabe ressaltar que fui no supermercado com fome e, como disse recentemente, isso é um convite ao consumo exagerado. Em resumo: dá um prejuízo danado (Veja o post aqui!). Mas não foi isso que me irritou. Pelo contrário. Adoro comprar, então esse não foi meu problema. Então o que irritaria tanto um solteiro, sozinho e sem empregada, justamente em seu paraíso de compras, o supermercado? Vamos aos tópicos então.
1) OS CARRINHOS
O Wal Mart agora arrumou novos carrinhos. Alguns menores, com dois compartimentos, ao estilo daqueles que possuem em supermercados menores. Isso é ótimo. E colocou os carrinhos mais próximos da entrada. O que também é ótimo, principalmente em dias de chuva, quando você tem que segurar seus pertences com uma mão, o guarda-chuva com a outra e empurrar o carrinho com a outra. Mas que outra? Só temos duas mãos, normalmente...
Mas essa pequena mudança de local e de tamanho dos carrinhos não resolve todos os problemas. Um que sempre me irrita são aqueles carrinhos cambetas... que ficam tentando forçar a barra e ir para um lado, enquanto vc luta para ir para o outro. Aliás, além de rodas mais eficientes, os carrinhos deveriam ter direção hidráulica.
Outra coisa que me irrita são os barulhos que as rodinhas fazem. Normalmente elas possuem pequenas falhas que fazem com que, em um intervalo de tempo cronometrado façam um barulho de batida enquanto vc anda. È tipo um "xiiiiiiiii pá.... xiiiiiiiiiiiiiiiii pá... xiiiiiiiiii pá", imaginando que um xiiiiiiiiiii é um som de um carrinho normal (praticamente inexistentes no mundo moderno).
Uma terceira coisa em relação aos carrinhos me irrita. Em alguns setores do supermercado, o espaço para sua passagem é pequeno, principalmente para a parte de trás do carrinho, que é sempre mais larga que a parte dianteira. E tem sempre uma infeliz que pára incorretamente seu carrinho atravessado nos corredores, dificultando sua passagem. Para piorar, a pessoa coloca o carrinho atravessado alguns metros distantes dela, enquanto olha lá na ponta da prateleira se uma lata de extrato de tomate tem 250 ou 255 ml. E fica lá, abaixada, com a calcinha aparecendo, durante uns segundos, até que se perceba de que tem um pobre coitado querendo passar e quase chutando o carrinho dela e derrubando todos os refrigerantes refrigerecos (guaraná perereca) que ela comprou e aquelas várias caixas de leite longa vida que ela pegou para estocar aproveitando a "promoção". É muita cara de pau! E muita breguice! E muita folga! E muito azar meu!
2) AS SACOLINHAS SEM VERGONHAS
Outra coisa que não suporto são aquelas sacolinhas de plástico cada vez mais vagabundas que tem para a gente. E o fato de que eles disponibilizam poucas, obrigando a gente a colocar uma coca dois litros em uma só e ir carregando sob o risco de rompimento, enquanto o plástico se afina e tenta cortar nosso dedo ao meio. Além disso, elas possuem, na maioria das vezes, um tamanho padrão que não nos permite colocar certas coisas, que ficam mais da metade para o lado de fora, dificultando assim seu carregamento. E depois as sacolas ainda se tornam um inferno. Enchem sua casa e poluem o meio ambiente. Enfim: um desastre completo.
3) AS AMEAÇAS
Isso eu não tinha percebido... Reparei que o auto-falante do Wal Mart (e o dos outros supermercados também) divulga informações ameaçadoras aos pobres clientes indefesos. Eu estava sem idéia do que comprar, passeando entre os corredores e prateleiras, quando resolvi prestar atenção em uma dessas mensagens que dizia: "Senhores clientes: evitem abrir, consumir ou degustar nossos produtos no interior da loja, evitando assim problemas com a nossa segurança". Se tocaram? Isso é uma grave ameaça. Eles querem passar por bonzinhos, que estão lhe dando informação preciosa... mas na verdade estão te ameaçando. Será que isso não é constrangimento ilegal? Basicamente, eles arranjaram um jeito suave e viadinho de dizer o seguinte: "Alô gatuno safado: nem pense em meter a mão e sair abrindo um desses nossos bens, nem comer um pedacinho, provar ou enfiar a cara em nossos produtos enquanto estiverem aqui dentro, ou seja, antes de pagar. É um aviso pois se fizerem isso e vierem a subtrair, tungar ou afanar alguma coisa nossa segurança vai pegar vocês pelo colarinho e imobilizá-los, isso se não partir para a agressão física. Ladrão é pra tratar com porrada. Não vou avisar de novo".
Não é isso que eles querem dizer, na prática? Senti-me ameaçado, mesmo não sendo um daqueles que toma o iogurte dentro do mercado depois leva aquele copinho amassado para passar no caixa... Que fomiagem! Não dá para esperar chegar do lado de fora? E depois fica com o dedo melado pois enfia a porcaria do dedo lá dentro do copo para raspar as beiradas. Fora que depois a moça do caixa fica com má vontade pra pegar o cartão de crédito do sujeito, meio rosado de iogurte que passou do dedo para lá. Isso sem contar com a beirada da boca suja de iogurte. Já vi muitos fazendo isso no mercado. Eta raça humana!
Enfim... desabafei. Precisava falar algumas verdades sobre o supermercado pois o outro post foi jabá demais!

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sábado, 23 de fevereiro de 2008

Contrabando de pipoca

Como já falei em posts antigos, não é só aqui na green house que sofro com dramas incontáveis. A vida de um solteiro sem empregada é difícil até mesmo fora das quatro paredes e mesmo quando não estamos sozinhos. Principalmente quando a pessoa que está com a gente é tão fadada a situações inusitadas como nós. Pois bem. No último final de semana viajei ao Rio de Janeiro, para visitar uma grande amiga dos tempos de faculdade, ver um jogo de futebol e voltar mais vivo do que nunca. E minhas viagens, como mostra o post sobre a ida a Porto Alegre, não são comuns.
Dessa vez, entre várias situações engraçadas, aconteceu uma que realmente tem a minha cara. E a cara da Vanessa, essa minha amiga figuraça também. Com tanta coisa para fazer no Rio e com pouco tempo para aproveitar, decidimos ir ao cinema no domingo. Ver dois filmes!!!
Vanessa é fanática por pipoca. Eu nem sou tanto, mas ela é. E cismou que a pipoca do cinema onde íamos, em Botafogo, era ruim. Muito melhor era a do Cinemark que ficava no shopping uns dois ou três quarteirões à frente. Não pensei duas vezes e, preocupado com seu grande interesse pela pipoca, aceitei que comprássemos o produto no shopping. Só que nem me toquei, ou talvez nem soubesse, que estavamos comprando pipoca de um cinema para entrar em outro cinema, concorrente aliás...
Como já havíamos devorado batatas recheadas antes do primeiro filme, decidimos que compraríamos a pipoca apenas para o segundo filme. E traçamos nosso plano mirabolante: Vamos ao cinema, assistimos "Os fracos não têm vez", que terminaria por volta de 21h. Saímos de lá, vamos ao tal shopping, enfrentamos a fila da pipoca de lá, compramos a pipoca e voltamos às pressas para assistir "Sweeney Tood" às 21h40.
Vimos o primeiro filme e fomos em busca da pipoca. Compramos aquela maior possível. Se tivesse outra ainda maior compraríamos. E, fomiagem, sugeri que comprassemos também aqueles copos de refrigerante de um litro. Um para cada. Precisei quase assinar um contrato garantindo a ela que, se ela não aguentasse o refri dela, eu tomava ele também. Saí de lá com aqueles dois copos gigantes e a pipoca igualmente gigante. E nesse exato momento é que eu percebi a burrice que estávamos fazendo.
Dois copos com letras garrafais: CINEMARK. E uma pipoca com a mesma inscrição. Inocentemente perguntei: "Vanessa, será que nós podemos entrar com isso lá no outro cinema?" Era bem provável que não. Normalmente não. E aí entrei em desespero. A cada escada rolante que descia no shopping (aquele troço devia ter uns 10 andares) o meu desespero aumentava e não conseguia pensar em uma solução. Cheguei a olhar no relógio e vi que chegaríamos faltando 10 minutos no máximo para o filme, tempo insuficiente para comer a pipoca e tomar o refrigerante caso o porteiro não nos deixasse entrar com aqueles produtos.
Então a Vanessa começou a agir, de forma tremendamente cara-de-pau. Passou em um Bobs e pediu uma sacola. Colocou a pipoca na sacola. Implorei para que ela conseguisse mais duas pros refrigerantes. Ela foi então a um Mcdonalds, mas não conseguiu nada por lá. Encontramos outro Bobs em um andar mais abaixo e conseguimos obter mais uma sacola. Sem opção, dei um jeito de colocar os dois refrigerantes dentro da sacola, tomando cuidado para segura-los com a mão até a entrada do cinema, quando eu teria que descer a sacola e equilibrar com toda habilidade do mundo para que não entornasse.
Mas aí veio minha segunda análise e inocemente voltei a perguntar: "Vanessa, será que podemos entrar com coisa do Bobs no cinema?". A resposta foi uma gargalhada. E embora fosse por achar a situação engraçada, para mim, naquela altura, pareceu aquelas risadas macabras de filme de terror. Meu deus, pensei, "esse se f...".Mas Vanessa é incansável e não é a toa que é uma das minhas melhores amigas. Vendo meu desespero e provavelmente desesperada também, invadiu uma loja da Casa e Vídeo em busca de uma sacola. O segurança tentou barrá-la e apelou: "Senhora, não pode entrar por aí". Ela queria entrar pela saída e explicou que precisava apenas de uma sacola. Um sacolão daqueles amarelos da Casa e Vídeo não poderia ser barrado no cinema. Mas a Casa e Vídeo barrou a sacola: "sacola só pra cliente", reiterou o segurança.
Não havia mais jeito. Estávamos na porta do cinema. Sem tempo para pensar em outra coisa. Colocamos a pipoca gigante dentro da bolsa igualmente gigante da Vanessa, com muito cuidado para não entornar. Abaixei a sacola dos refrigerantes com cuidado para que isso também não acontecesse com o líquido. Fiquei imóvel, andando lentamente com a sacola encostada na perna e com a logo do bobs para o lado de dentro. Vanessa encostou do outro lado para impedir a visualização melhor da sacola. Pareceu um balé tão coreografado que foi. Mas quando íamos entrar no cinema, Deus colocou mais uma pedra em nosso caminho.
O viadinho que cuidava da entrada cobrou a carteirinha de estudante da Vanessa. E aí aumentou o risco de sermos descobertos como contrabandistas de pipoca. Ela abriu a bolsa lentamente e tentou pegar a carteira. Apenas uma pipoca pulou para o lado de fora. Mas era o indício de que o pacote tinha virado lá dentro, com pipocas e uma carga de manteiga se espalhando por entre tudo que tinha lá.
Aquela pipoca viajando para o lado de fora da bolsa foi como um peixe pulando para o lado de fora do aquário. E, ao invés do desespero, provocou uma crise de riso terrível em nós dois. Nós lá, passando mal de rir, e o cara olhando a carteirinha de estudante como quem pensa: esses idiotas estão rindo de que? Será que eles estão me enganando? Será que carteirinha é falsa?
Por sorte ele resolveu não levar aquilo adiante. Conferiu a carteirinha e liberou nossa entrada. Rimos até o início dos primeiros traillers.E, por garantia, deixamos para abrir a pipoca e o refrigerante só depois que as luzes se apagassem, para que não fossemos descobertos.
No fim, deu tudo certo, apesar de mais uma vez descumprir as leis. O filme foi ótimo, a pipoca e o refri também. E, ah, sim... eu tive que tomar uma boa parte do refrigerante da Vanessa, pois ela não aguentou. :)


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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Fantasmas do passado

Depois de algum tempo tive uma folga no meio da semana, hoje. Mas o que era para ser um dia de paz e tranqüilidade na green house se transformou em um remake de pesadelos antigos. Os fantasmas do passado vieram me assombrar nesse território clorofilado. Em menos de uma hora três casos contados aqui no blog vieram em minhas memória em uma sucessão de problemas que separados já irritam... e juntos quse são capazes de provocar uma reação atômica em um cidadão comum. Caros leitores, não sei se lembram de um desenho do Pateta que ele se transformava no "senhor volante" (cliquem pra ver!). Basicamente ele saia pela rua enquanto o narrador dizia se tratar de um cidadão pacato, capaz de evitar pisar em uma formiga ou barata se a visse pelo chão em uma calçada. Mas bastava entrar no carro para ele se tranformar no terrível "senhor volante". Era o stress em pessoa. Um ser humano capaz das maiores crueldades, atropelando e matando pelas ruas e provocando os maiores danos em quem estivesse ao seu redor.

Ao mesmo tempo lembrei de outro desenho animado de minha infância. Um do Pato Donald, que ele se irrita várias vezes e vai seguindo o exemplo de um narrador de um programa de rádio que sugere que ele conte até dez para não explodir de stress.
Lembrei esses dois desenhos pois estive quase a ponto de repetir Pateta e Pato Donald por aqui. Primeiro com o meu chuveiro, o famoso furadinho. Já contei aqui um dia os dramas para trocar chuveiro que tive quando ainda estava hospedado na casa de um amigo, aqui mesmo no prédio. Foi no episódio: "O dia que o furadinho pifou". Contei outro drama com chuveiro no episódio seguinte, o "Vai levar o veda-rosca".

Notem duas coisas: não tenho sorte com chuveiros, mas já tenho alguma experiência com eles. Voltei lá na mesma loja do caso anterior e comprei um outro chuveiro, agora bem melhor (e mais caro) para evitar problemas futuros. Não comprei o veda-rosca, mas por um motivo nobre: eu já tinha o veda-rosca agora, que comprei para instalar o filtro de torneira da minha cozinha. E, com até alguma facilidade eu consegui instalar o chuveiro.
Dessa vez meu trabalho foi um sucesso e tive apenas um percalço. Sinceramente não entendo porque os chuveiros não vêm de fábrica com um dispositivo para tampar aquela saída para a mangueirinha, lá de cima. Tenho certeza de que, como eu, muitos preferem a ducha de água na cabeça mesmo, sem aquela porcaria daquela mangueirinha dependurada ocupando espaço e soltando do suporte toda hora...
Todos os chuveiros da minha antiga casa lá em Juiz de Fora, da casa dos meus pais, da casa da minha tia e de todos os lugares onde eu convivi tinham o mesmo problema: a porcaria da mangueirinha que, ou soltava do suporte da parede no meio do banho, ou pior: soltava do chuveiro lá em cima jorrando água na parede e me fazendo sentir frio nos momentos mais inconvenientes. Duvido que alguém nunca tenha passado por situação semelhante ao menos uma vez!

Então me diga, Deus do céu: porque é que as fábricas de chuveiro não mandam, dentro da caixinha, um simples tampão para a gente colocar lá em cima em troca da mangueirinha??? Algum visitante que trabalhe na Lorenzetti ou na Fame pode me responder? Que coisa. Vou patentear um troço desses e ficar milionário. Isso vale tanto quanto inventar uma alternativa ao guarda-chuva, o objeto mais odiado do universo!
Pois bem. Maaas já que ninguém teve a brilhante idéia de colocar isso na caixinha do chuveiro, tive que improvisar mais uma vez. Molhei pedacinhos de papel higiênico verde e enchi aquele buraquinho do chuveiro de papel molhado, entupindo-o completamente. A água tentou sair e conseguiu bons resultados em primeiro momento. Mas eu parti então para a segunda fase de meu plano e usei o famigerado "veda-rosca" como meu aliado. Passei o veda-rosca por fora do buraquinho (do chuveiro!!!), dando voltas e enrolando aquela fita que se dissolve até garantir a segurança dos papéis que entupiam o cano e, pronto, nos primeiros testes meu dispositivo anti-mangueirinha funcionou perfeitamente. Lembrou-me a solução da parafina, que usamos no chuveiro do Marcelo, meu vizinho do 1.005.
O estress de resolver as pendências do chuveiro me deu fome e fui à cozinha comer alguma coisa. Pensei em uma goiabada que estava dobrando serviço na geladeira, desde que minha mãe veio me visitar. Só que inexplicavelmente quando fui pegar a tal goiabada eu trombei com a geladeira, balançando-a e, por sua vez, balançando o microondas que fica em cima dela e, consequentemente, balançando tudo o que estava sobre o microondas, incluindo meu mini vidrinho de sal, que caiu daquela altura toda por milésimos de segundo indo espatifar se em um dos meus verdes tapetes da cozinha. A situação lembrou-me dois problemas antigos: a falta de sal, que me obrigou a implorar pelo produto à dona Maria do Carmo (episódio "O Sal e a Dona Maria do Carmo") e o trágico acidente ecológico que tratei em "Na manteiga".
Òbvio que a limpeza foi mais fácil do que na vez anterior. Assim como a solução para o chuveiro foi mais rápida e eficiente. Mas isso me mostram duas coisas. Uma boa e uma ruim. A boa é que da segunda vez tudo parece mais fácil. A ruim é que: sim, é possível. Um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar (ou no mesmo lugar que caiu a manteiga)!


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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Bom dia comunidade!

O objetivo desse post não é fazer vocês rirem da minha desgraça, como é comum. Mas como sei que vocês entram aqui, predominantemente, para isso, então vou contar um caso clássico do habitante aqui da green house proces poderem rir e se sentirem mais à vontade no blog. Pois bem... Minha mãe veio passar o carnaval aqui em casa. Ela e meu pai. E como bom anfitrião, tratei de deixar tudo organizado para que eles tivessem uma estadia mais agradável e confortável. Liberei minha cama para eles, fui dormir num colchão duro na sala, arrumei tudo, fiz aquela famosa maquiagem na casa e pensei em comprar coisas que eles gostassem de comer. Comprei um doce de leite aqui, um suco ali, uma coisa de cá e outra de lá... e claro, pensei, não podia esquecer do café. Minha mãe adora café e meu pai também gosta.
Fui ao Wal Mart, o paraíso de minhas compras e minha segunda casa, e procurei o melhor café que encontrasse.
Como alguns aqui já sabem, eu não tomo café. Não consigo gostar e não sei explicar porque. Então fica ainda mais dificil comprar café... Tentei lembrar das marcas de café que já tinha reparado lá na minha casa de Juiz de Fora, quando morava com os meus pais. A primeira que me veio à cabeça e que, entendo, era a melhor opção era o "Café Três Corações". Era o mais caro também, então imaginei que fosse de fato o melhor. Comprei, mas quando ia chegando ao caixa percebi tratar-se da qualidade "extra forte". Imaginei que seria um risco levar um negócio extra-forte pra casa e voltei para pegar um que me soou mais simpático: "tradicional". Pensei: aaaaaaaah, para quem gosta, não deve ter nada melhor do que um TRADICIONAL cafezinho...
Pronto. Meus pais estariam felizes no carnaval da green house.
Os hóspedes chegaram e eu fui logo apresentando tudo na casa. "Olha aqui, mãe, tem suco aqui na geladeira óh". "Pai, quando quiser tem doce de leite". Fiquem à vontade.... E achando que eu estava abafando, esperei até que minha mãe perguntasse do café. Imaginei que minha mãe não esperasse ter café aqui e era fato... ela não esperava. Mas quando perguntou eu enchi a boca para falar;
"Claro, tem café aqui óh. É esse aqui", e mostrei o produto quase como um troféu. A embalagem era fosca mas parecia até brilhar sob a fluorescente lâmpada de minha pequena cozinha. Mas eis que a alegria e o orgulho se transformaram em frustração quando minha mãe completou:"E o coador, está onde?".
Putz. Não podia acreditar. Claro que eu não sou idiota de não saber que café precisa ser coado. Mas tantos anos sem ver um café sendo feito e tanto desprezo que tenho pelo produto fizeram-me bloquear essa parte. Nem lembrei que precisava e que eu não tinha coador. Resultado: minha mãe ficaria sem café e a green house ficaria marcada como "a casa que não tem coador".
Meu pai, para amenizar o problema. E como é levemente mais prendado do que eu, mas igualmente improvisador, resolveu dar um jeito. Comprou filtros de papel em um supermercado aqui perto e cortou uma garrafa de coca cola para usar só o bico como suporte para o filtro. Jogava o café e ele ja ia caindo coado diretamente na xícara, afinal garrafa térmica também é algo que não existe no mundo green.
A parte séria:
Mas agora que já riram bastante vou destacar o motivo que me fez escrever esse texto. Hoje, quando abri meu orkut, encontrei um recado da Amanda, que nem conheço e parece morar lá em Fortaleza. Ela me mostrava o link para a comunidade que criou para esse blog que, segundo ela, já faz parte da rotina dela. Fiquei feliz demais. Não é todo dia que eu consigo chegar do trabalho tão animado e disposto para escrever aqui. Nem sempre os milhares de problemas de lá consigo superar ao chegar aqui... por isso nem sempre meu humor está suficientemente bom para escrever essas linhas verdes. Mas confesso que se o blog acabasse hoje eu já estaria feliz. Pois se ele serve para entreter alguém, deixar alguém com um sorriso no rosto ou qualquer coisa, já é suficiente. Afinal, todos nós precisamos de rir um pouco de vez em quando né. Que o diga eu, hoje... Então nada mais justo do que dedicar esse post à Amanda e sua comunidade. A comunidade do green blog, dos solteiros sozinhos e sem empregada. Que está no seguinte endereço: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44246368 Quem quiser engrossar suas fileiras, por favor, fique à vontade.
Aproveito o post para falar também que descobri, recentemente, minha versão feminina. A divertidíssima Talita e seu blog "Dona da minha casa desesperada", que tem média expressiva de acessos, um texto leve e uma alta carga de bom humor. O seu "Dona da minha casa desesperada", cujo endereço é o http://donadaminhacasadesesperada.blogspot.com/ dá um show na internet. E ainda tem base verde como o meu!!! Leiam as histórias dela que vocês vão rir demais. Ela também é uma heróica solteira, sozinha e sem empregada. É minha heroína preferida já!
Por fim e mostrando que nosso grupo de solteiros, sozinhos e sem empregada pode acabar dominando o mundo, destaco outro blog que começou a ser escrito na mesma linha. É o "Rumo à liberdade", no endereço http://rumoaliberdade.blogspot.com/ . É da Winnie, visitante assídua deste blog e que agora resolveu também contar suas aventuras na reta final para se transformar também numa solteira, sozinha e sem empregada. Enfim. Gente boba, divertida e com tempo livre para fazer vocês morrerem de rir não falta. Bom divertimento. Ave blog!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Gelo milagroso

Dia desses informei aqui no blog as mais novas aquisições da green house. E destaquei que meu 2008 seria de mais saúde aqui no ambiente verde. Pois bem. O grill e a sanduicheira vieram para isso mas, no mesmo dia que comprei esses "apetrechos", trouxe também um importante objeto para ser mais do que uma peça de decoração na green house: o filtro. Pois é, caro visitante. Quem é mais antigo no blog deve se lembrar de minhas considerações sobre o fato de que é mais fácil encontrar coca-cola do que água em minha geladeira. É como se minha geladeira fosse uma imensa serra de Ibitipoca. Para quem não conhece, a água lá na serra, na verdade, é coca-cola. Procurem fotos no google e entenderão.
Pois bem. Mas para deixar minha casa com menos "ibitipoquesca" resolvi investir na água. Seguindo aquela linha de que dois terços de nosso corpo é formado por água, que sem água não há vida e de que ele é o bem mais precioso, provalvelmente causador de guerras e disputas no futuro, resolvi investir no produto. Assim como o Lula quer auto-suficiência em petróleo, eu decidi que iria perseguir dia após dia a auto-suficiência em água filtrada. E assim uma das primeiras ações do projeto "green water", uma espécie de Petrobras da Green House, foi comprar um filtro daqueles de torneira, que eu nem sei se filtra direito mesmo, mas que despeja o precioso líquido em velocidade incalculável.
E com tal aparelho ficou mais fácil. Apenas faço uma espécie de transposição, como no São Francisco, levando água filtrada produzida na pia para a geladeira. Os resultados têm sido ótimos. Sempre tenho mais água do que coca-cola na geladeira. Nem sempre por ter muita água, mas por ter pouca coca-cola, já que bebo demais o líquido que limpa o organismo e desentope qualquer artéria assim como faz com as pias de cozinha.
Pois bem, caro leitor. Mas a minha preocupação sempre foi não só a inexistência de água, mas também a inexistência de gelo por aqui. Como eu disse certa vez em comercial da green house, sem água filtrada não há gelo. Ainda bem né? Seria chato se eu dissesse que, mesmo sem filtro eu tinha gelo à vontade em meu congelador.
Comprei o filtro na primeira semana do ano, mas não instalei ele rapidamente. Demorei uns dias, pois precisei trocar a torneira antiga da cozinha para que ele encaixasse, não esquecendo o "veda-rosca" que faltou ao chuveiro da outra vez. Mas antes de instalar o filtro, o que só fiz há pouco mais de uma semana, eu ainda teria que sofrer com as agruras da falta de gelo mais uma vez.
O que vocês ainda não sabem, ilustres ocupantes deste "sítio", é que agora eu sou um solteiro, sozinho e sem empregada, mas com futebol na segunda-feira. E quem tem futebol na segunda-feira, normalmente, tem contusão na segunda-feira, e dores na terça, na quarta, na quinta e na sexta. Reserva-se apenas o sábado e domingo para que já nos preparemos para a partida seguinte.
E é claro que se há a possibilidade de nos contundirmos, isso vai acontecer. Aconteceu com o palhaço que vos fala e todos os conselhos ao fim da partida, quando mancando já não conseguia mais nem sentir o meu dedo do pé direito, eram de que eu chegasse logo em casa e colocasse gelo. Achei perfeitamente inteligentes os conselhos e claro que eu os seguiria para que pudesse trabalhar em paz durante o restante da semana, sem ter que caminhar tal qual o corredor de marcha atlética.
Mas eis que chego em casa, abro o congelador e descubro que não tenho gelo. Òh vida, óh céus, óh azar. Naquela noite eu não dormi de dor. O máximo que consegui foi, lá pras 5h da manhã, ligar o chuveiro com o máximo de temperatura e torrar o pé lá embaixo para esquentar bastante e aliviar a dor por uns 15 minutos. Tempo suficiente para que eu dormisse... por mais uns 20 minutos e voltasse a acordar sofrendo de dor.
Achei mesmo que tinha quebrado o dedo. E não foi nada simples, já que dói até hoje. Mas e aí você imagina que eu no outro dia enfim pude colocar o pé no gelo ou o gelo no pé. Engano seu. Sou mais trouxa do que você imagina. Não só não fiz isso como sequer coloquei gelo na forminha para fazê-lo. No desespero nem me lembrei, de novo.
Dias depois eu ainda contava a história para os amigos via msn exatamente quando toca minha campainha. Achei super estranho pois minha campainha normalmente só toca quando peço habibs ou mcdonalds. E mais. Antes de tocar a campainha toca o interfone, o que não aconteceu de tal vez.
Mas fui lá abrir assim mesmo. Quando abro dou de cara com um rapaz com as mãos juntas, apertando e até com dificuldades para se explicar implorando por uns cubos de gelo. O pobre garoto jurava ter quebrado o dedo e disse que precisava de tão antártico material. Parecia loucura o cara me pedir gelo justamente no momento em que eu contava a todos a raiva que eu passei por não ter gelo por aqui. E o pior é que eu continuava a não ter. Ainda expliquei a ele que eu estava com o pé machucado e também não tinha gelo para mim. Mas acho que na dor toda que ele tava não deu nem importância para minha justificativa. Nem sei se ele percebeu que eu estava mancando. Só conseguiu balbuciar que era o terceiro apartamento que ele batia e que não encontrava gelo.
Sugeri então uma idéia arriscada. Que ele tentasse o gelo com Dona Maria do Carmo, minha simpática vizinha da frente que ficou conhecida por me emprestar e em seguida cobrar de volta o sal logo que cheguei à green house (http://solteirosemempregada.blogspot.com/2007/11/o-sal-e-lei-maria-do-carmo.html). Enquanto eu fechava a porta, vi que a porta da Dona Maria do Carmo se abria e imaginei que, àquela altura e com o dedo latejando de dor, o pobre rapaz devia estar se sentindo no "Portas da Esperança", aquele antigo programa que o Silvio Santos fazia na televisão.
Quase chegou ao ponto de eu ouvir, de soundtrack, o bordão: "vamos abrir as portas da esperança".
Acho que a Dona Maria do Carmo tinha gelo para ceder ao cara. O meu medo é que ela depois quisesse o gelo de volta, como quis com o sal. Aí o pobre rapaz estaria enrolado se não tivesse filtro, ou se não tivesse forminha, ou se não tivesse paciência e inteligência para encher as forminhas quando esvaziasse, o que parecia ser o caso já que ele não teve gelo para cuidar do dedo.
O certo é que o tal do gelo da Dona Maria do Carmo parece melhor que os gelos dos outros seres humanos. Nunca na história desse país se viu um gelo tão eficiente. Digo isso pois, no outro dia, pela manhã, encontrei o camarada na portaria e ele abriu a porta do elevador com a mão cujo dedo estaria quebrado na véspera, sem fazer nenhuma cara de dificuldade ou sofrimento. Isso mesmo. O gelo da Dona Maria do Carmo curou o rapaz. Acho até que cientistas deveriam estudar as propriedades medicinais do "gelo carmês" que pode ser a saída para a cura de doenças até hoje incuráveis. Até lá, por garantia, vou fazendo gelo comum por aqui. Minhas forminhas estão cheias.

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Mais paulistano do que nunca

Desde o início dos trabalhos no blog, percebi que ele ganhava facilmente a simpatia dos paulistas e, principalmente, dos paulistanos. Mesmo sendo um blog de Belo Horizonte, e obviamente com mais participação de gente daqui, o blog tinha uma grande quantidade de visitas da maior cidade do país. Esse mês a vocação paulistana do blog falou mais alto e, pela primeira vez, São Paulo assumiu a liderança no número de visitas do green blog, o que para mim é positivo pois mostra que a cada dia ultrapassamos fronteiras e nos tornamos mais universais. Números do Google Analytics mostram que, até ontem, a cidade de São Paulo representava 15,84% das visitas do blog. Belo Horizonte ainda segurava a segunda posição, com 11,43% das visitas, mas já seguida de perto do Rio de Janeiro, que representou 10,06% dos visitantes daqui. Ainda segundo o GA, o blog já foi acessado de 106 cidades diferentes. Como as análises começaram já algum tempo depois que o blog funcionava, creio que já tenhamos passado de 150 cidades representadas por aqui. E vindas de mais de 20 países diferentes...
Embora os paulistanos sejam maioria dos visitantes, os belo-horizontinos ainda seguram a liderança em número de exibições de página. Ou seja, passam mais tempo exibindo páginas do blog. Mas a diferença é bem pequena (BH 14,06%; SP 13,55% e RJ 12,15%). Para os cariocas, no entanto, sobrou também uma liderança de seguimento. O Rio lidera em tempo presente no site. 20,69% de contribuição sobre o total de tempo que os visitantes ficaram no blog, contra 14,13% dos belo-horizontinos e 8,49% dos paulistanos.
Agradeço a todos os visitantes do blog. E agora vamos ao que interessa. Os posts de minhas aventuras. Tem um novinho aí embaixo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Green House apresenta seus reforços

O ano novo chegou e eu continuo aqui solteiro, sozinho e sem empregada. Mas a vida na Green House, embora ainda emocionante e divertida, ficou diferente. Para celebrar a chegada de um novo período de 366 dias, resolvi fazer novas aquisições. Isso mesmo. Como aqui na Green House eu consigo produzir superávit (gasto menos do que arrecado) sempre sobra algum dinheiro para melhorar meu dia-a-dia. Além de gastar com habibs e juntar dinheiro para a compra da nova Green House, que espero adquirir até o fim deste ano, compro pequenas coisas, baratas, mas que são fundamentais para que minha vida se torne menos traumática dentro dentro dessas quatro paredes de cor de limonada.
E apresento os novos produtos que brilham aqui: um liqüidificador e um grill & sanduicheira. Ambos vieram com um único objetivo: tornar mais saudável minha vida alimentícia. É um reforço da minha dieta que evita saladas, que fazem muito mal à saúde e engordam, como já comprovei aqui mesmo no blog. Pois bem. Agora tomo vitaminas e como mistos sempre que eu posso e acordo cedo o suficiente para isso.
Mas achei que as coisas fossem mais simples. Descobri que, junto do liqüidificador e do grill vieram uma série de problemas. Vamos a eles.
O primeiro é que minha cozinha às vezes fica com cheiro de feira. Além do fato de que meu lixo triplicou. Agora tem casca de frutas, resto de frutas, cheiro de frutas. Enfim, minha cozinha não é mais a mesma depois das minhas vitaminas e sucos saborosos. Mas minha casa parece uma feira de domingo e preciso me desdobrar para esvaziar o lixo rápido antes que apareçam os mosquitinhos indesejáveis.
Outro drama doméstico que os novos aparelhos me causaram foi o esfrega esfrega para limpar o copo de liqüidificador. Ele até tem um super dispositivo de facilitar o desencaixe e assim garantir uma limpeza mais eficiente. Mas de nada adianta o "limpator Tabajara" se eu deixar uns minutinhos lá antes de limpar. Eis que, tal como um tamanduá, a sujeira se agarra no copo com as duas mãos e eu preciso ficar esfregando aquela porcaria durante um bom tempo até ficar razoavelmente parecido com o que era antes.

Mas não é só o liqüidificador que duplicou meu trabalho e meus problemas na cozinha. O tal do Grill & sanduicheira não fica atrás. Claro que trouxe vantagens e praticidade por um lado. Mas por outro, provocou uma sujeira danada. E pra piorar, o misto ainda não tá com o gosto muito bom. Não sei se é no início... se com o tempo vai melhorar... mas por enquanto tá reprovado. Fora que não fica torradinho igual nas misteiras normais. Fica meio mole.
Outra coisa engraçada é que o negócio é misteira e grill. Mas a função grill eu ainda não consegui utilizar de modo eficaz. Veja o caso de um hambúrguer que coloquei lá por esses dias. Demorou um tempão pra ficar com cara de pronto... embora não tenha ficado com gosto de pronto. Pra piorar, ele tem muita gordura e aí já viu né? Ficou uma gordurada danada... Parece um derramamento de óleo desses navios cargueiros que provocam desastres ecológicos.
Se com o hambúrguer não deu muito certo, fui tentar com um ovo. Deve ter gente achando que eu estou maluco de fazer ovo no grill, mas tem um desenhosinho de um ovo frito na caixa do negócio. Logo... serve pra fazer ovo frito. O problema é que agarra tudo. E não venham me dizer que eu estou fazendo errado. Tenho certeza de que sei fritar um ovo oras... O problema é que o grill não é reto. Ele é todo ondulado. E a clara vai esparramando para todo lado. E é impossível virar o ovo pois ele se desfaz em 1.637 pedaços aproximadamente.
Enfim. Já viram que os novos produtos trouxeram dor de cabeça na green house né? Mas tirando esses percalços até que ajudaram a compor muito bem a nova vida por aqui.
Mas confesso para vocês que estou me sentindo a pessoa mais burra do mundo. O grill não veio com manual de instruções. Nada. Não veio nem um papelzinho explicando coisinhas simples sobre o que pode ser feito ali, por exemplo. Só os desenhosinhos na embalagem (de um ovo, um misto e uma lingüiça) e mais nada. E eu fico pensando: será que era tão simples assim e só eu ainda queria manual de instruções para aprender a usar? Minha auto-estima abaixou depois dessa. :(
E o pior dos problemas, caro visitante. Dessa vez não consegui manter a tradição. Não consegui um liqüidificador verde, muito menos um grill verde. Notarão pelas imagens (réplicas perfeitas dos que eu tenho aqui em casa) que os dois novos aparelhos são brancos com detalhes em laranja. Se pelo menos os detalhes fossem verdes... óh vida.. óh céus, óh azar. Talvez seja por isso que não funcionam tão perfeitamente.

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Episódio 4 - Os micos finais


Demorei a voltar a escrever. Fui acusado de abandonar o blog, mas tenho uma explicação clara para isso. Durante as festas de fim ano, deixei de ser um solteiro, sozinho e sem empregada e, por isso, não tinha condições de escrever nada aqui. Mais especificamente nas festas de Natal, estive em Juiz de Fora,minha terra natal, onde, ao contrário daqui, vivia em uma casa cheia de gente. Para completar, minha mãe preparou uma super faxina, com duas empregadas,o que me deixou completamente fora do status do blog. Mas logo em seguida, nos primeiros dias de 2008, tive um período rico em histórias para colocar aqui. Só que aí machuquei o pé no início dessa semana, e perdi umas noites de sono, precisei dormir mais cedo em outras... enfim... fiquei impossibilitadode me dedicar ao blog que tem me dado tantas alegrias. Voltemos às dramáticas histórias de solteiro, sozinho e sem empregada, enfim.
2008 promete ser umano repleto de coisas engraçadas. Antes, porém, não vou dar uma de Silvio Santos e encerrar um programa pela metade. Tenho que terminar de contar a novela de minha ida ao Sul doBrasil, para enfim voltar aos meus casos domésticos que estão cada vez mais aterrorizantes. Pois bem. Eu tinha parado a história na minha estadia em Porto Alegre e iria começar a contar como foi em Lajeado, onde eu visitei o jornal no qual poderia vir a trabalhar. Primeiro eu passei situação super engraçada pois a responsável pelo jornal tinha um nome que, em minha opinião, servia tanto para homem quanto para mulher. E assim, durante meses, enquanto eu conversava com ela apenas por email, trocando experiências sobre o jornal que eu trabalhava e o jornal que ela trabalhava, não sabia como tratar, se por "ele" ou por "ela". Não vou citar o nome para evitar constrangimentos. Os emails iam seseguindo e eu não sabia se era homem ou mulher. Até que um dia ela assinou um texto como "Gigi". Aí eu pensei: ou é mulher ou é gay né? Mas deve ser mulher...E era mulher. Só fiquei sabendo com certeza no dia em que ela me ligou para combinar minha ida até lá.
Pois bem. Fui até Lajeado, cidade simpática e interessante, muito perto do Porto Alegre. Cheguei no jornal, conheci lá um povo simpático. Deram-me uma pauta simples, sobre umas mudanças na área de educação de lá... E tudo ia super calmo quando eu fui surpreendido por uma mulher que entrou na redação com calça de ginástica e mini-camiseta. Era a responsável por conduzir o processo de "ginástica laboral". Todos, inclusive eu, tinham que parar para fazer exercícios de alongamento... E eu, que tinha acabado de chegar no lugar, olhava pros lados e via todos se levantando para fazer os exercícios. Sem graça, até pedi desculpas e desliguei a ligação com o secretário municipal de Lajeado, para também participar do processo.
Bom. Eu não mudei para Porto Alegre, então vocês imaginam que não tenha dado certo minha idéia de trabalhar em Lajeado. Mas a culpa foi da distância. Resolvi não aceitar por conta da distância da minha casa e etc...Então o trabalho agora era voltar para casa, levando apenas pequenas lembranças da viagem ao Sul do país.
E aí começaram meus verdadeiros problemas... principalmente porque viajei para lá com a mala cheia de coisas e não pensei nisso quando fui em um shopping de Porto Alegre comprar os presentes de Natal para minha mãe e meu pai. Aliás, ir até esse shopping foi um caos também... Andei quilômetros por uma avenida portoalegrense até achar um taxi que pudesse me levar a algum shopping. Quando achei, o motorista estava do lado do taxi, com um pano na mão, abanando o banco de trás do veículo. Achei estranho, mas sem outra opção de taxi, lá fui eu pegar aquele mesmo. E quando eu cheguei ao veículo ele me deu a explicação.Tinha acabado de transportar um cachorro de rua que achou perdido em uma estrada qualquer, com temor de que o pobre animal fosse atropelado. O taxista pegou o cão, tirou de uma área movimentada e levou para outra, quase sem trânsito, para aumentar as chances de sobrevivência do bicho. Só que junto da boa ação, acabou levando um enorme mau cheiro para dentro do veículo... que ele conseguiu conter abando o banco traseiro. Claro que eu sentei no banco dianteiro e com as janelas do veículo todas abertas. Foi suficientepara não sofrer com cheiro algum.
Cheguei no shopping e parti para as compras. Primeiro vi um pequeno presépio em uma vitrine, que resolvi comprar para minha mãe. Ela adora presépios e coisas religiosas. Ao entrar na loja para comprar, deparei-me com um outro presépio muuuuito maior e pensei que a alegria da minha mãe seria muito maior também. Comprei o presépio sem se tocar de que ele ocupava metade da minha mala.
Ainda sem se tocar da besteira que estava fazendo, fui no shopping em frente,que promovia um festival de cervejas, para comprar um kit com quatro cervejas alemãs, para dar de presente ao meu pai e ao meu cunhado... já que eles tomam as cervejas juntos mesmo.
Pois bem. Comprei o kit que vinha embalado em uma caixinha de papelão com suporte... pra facilitar o transporte. Na hora de ir embora, no entanto, é que comecei a me preocupar em como faria para levar tudo aquilo se eu já tinha levado a mala cheia para POA. A saída foi improvisar uma bagagem de mão com algumas roupas que eu tinha na mala e liberar espaço para enchê-la com o presépio e as cervejas alemãs, cuidadosamente encaixadas para evitar o risco de quebrarem.
Ao chegar ao aeroporto eu fui fazer o check-in e inocentemente, ao ser perguntado se tinha algo que quebra na mala, respondi: "Não. Apenas um kit de cervejas,mas não tem perigo não". O atendente discordou de minha análise e mandou que eu retirasse as cervejas alemãs de dentro da mala.
Vem aí o primeiro constrangimento, que é colocar a mala no chão do aeroporto,abrí-la e tirar tudo o que tinha por cima das cervejas para retirar a caixa... Mas se a regra, é a regra, tudo bem. Peguei as cervejas para levar na mão mesmo. E aí o atendente com uma cara de constrangimento completa: "ah, mas tem um problema. Você só pode entrar com três garrafas no avião".
Como tinham quatro garrafas ele soltou uma idéia que, para ele, era brilhante: "Faz o seguinte, toma uma. Só ir ali no bar e trocar por uma gelada". Eu ainda tentei argumentar: "É o presente do meu pai. Como vou beber o presente do meu pai?".E ele então sugeriu que eu tentasse conversar no embarque, para tentar convencer os funcionários da Infraero a passar com uma long neck a mais. No desespero, consegui fazê-los entender.
Coloquei as garrafas naquele compartimento acima das cadeiras, viajei normalmentee cheguei ao aeroporto do Rio de onde parti para a rodoviária, onde pegaria o ônibus para Juiz de Fora. Só que cheguei lá no início da madrugada e o primeiro ônibus para JF só saía 6h da manhã. E pior: o guichê só abria 5h30. Resultado... tive que ficar a noite inteira lá esperando sentado naquelas cadeiras vagabundas.
Para amenizar o sofrimento, resolvi pegar as garrafas cuja caixa de papelão já tinha arrebentado o suporte de segurar e colocar novamente na mala. Fiz já com mais pressa, sem se preocupar em acolchoar os lados da garrafa para evitar a quebra. Quando entrei no ônibus, o funcionário da empresa pegou minha mala e lançou para o final do bagageiro, com força desproporcional. Enfim isolou a mala... Resultado: cheguei a Juiz de Fora com apenas três garrafas, conforme deveria ter saído de Porto Alegre. A outra se espatifou. E com um agravante. Se eu tivesse deixado a porcaria da garrafa para trás, ou bebido aquele troço, não sujaria todas as roupas e nem a mala que precisou ser lavada com água e sabão para perder o cheiro forte da cerveja preta, justamente a mais forte...que foi a que quebrou.
E assim voltei a Juiz de Fora. Agora chega dessa história. A partir da próxima volto a escrever sobre meus dramas de solteiro, sozinho e sem empregada.
Como não estou escrevendo todos os dias, como no início, sugiro que cadastrem-se na barra direita, colocando o nome, o email e a cidade para que eu avise quando novas postagens estiverem aí.
Abraços a todos e sejam bem vindos de volta!