quinta-feira, 14 de maio de 2009

Solteiro, sozinho, sem empregada e com alergia!

Eu estava dizendo pros meus amigos do Twitter (sim, agora sou um twitteiro ativo): morar sozinho é ruim nessas horas. Você morre, ninguém fica sabendo e a turma do Twitter ainda diz: "ih, óh... twitteiro de modinha, já desistiu. Tem dias que ele parou de postar".
Pois é, minha gente. Eu digo isso pois estou com uma alergia das bravas aqui hoje. Minha alergia, não sei se já comentei, é daquelas que duram um dia só, mas quase me mata. Espirro de 1 em 1 minuto, meu olho arde, sai lágrima, o nariz não dá trégua... O problema é que, em cinco dias, tive duas dessas. Isso na última semana das férias, pra aumentar o drama.
Pois é, caros leitores, ser sozinho, solteiro, sem empregada e, ainda por cima, com alergia, não é fácil. Tinha três anos que não tomava remédio, mas tive que me render. Sugestões da Clarinha e do Marcelo, lá fui eu comprar um remédio pra alergia. Fui na Araujo. E aproveitei pra comprar açúcar (descobri que não tinha açúcar ao tentar fazer uma vitamina de abacate hoje cedo). Isso mesmo, caro leitor. A Araujo vende açúcar! Pra quem não é de Belo Horizonte vou explicar: se BH entrar numa guerra, a primeira coisa que o inimigo vai fazer é bombardear as unidades da Araujo para acabar com os suprimentos da cidade. Até arma deve vender lá. E pra completar, os belorizontinos vão se render quando as tropas inimigas tomarem o mercado central.
Pois é, caríssimos. Fui lá comprar o antialérgico. Marcelo sugeriu o Desalex. A Clarinha sugeriu o Allegra. Mas como o Marcelo disse que o Desalex era instantâneo eu optei por ele. Caríssimo. Custa 33,30 com 10 comprimidos de 5mg (imagina o tamanho) cada um. Pois é... Cada comprimido custa 3,33 (mais caro que uma cerveja como diz o Marcel Angelo: "deve dar uma onda do caramba", disse ele).
Pego o remédio e vou ler a bula. Queria saber logo as contra-indicações. E lá estava escrito: "Não utilize Desalex se você já teve algum tipo de ALERGIA a um dos componentes da fórmula do produto". Pera aí, o remédio não é justamente para ALERGIA? Quer dizer que se eu tenho alergia eu não posso tomar? Tomei!
Deve ter uma hora e meia que eu tomei o único comprimido do dia. Diz que só pode tomar um por dia. E não resolveu nada ainda. E essa ida na farmácia ainda foi ruim para minha auto-estima. Desci com cara de sofrimento, espirrando, com o olho pequeno, nariz vermelho e, claro, não poderia ser bem recebido por onde passei. A mulher da farmácia arregalou o olho pra mim. Quase perguntou: "O que esse menino doente tá fazendo aqui?". Filha, a Araujo é uma farmácia. Não parece, pois vende açúcar, suco de soja, barra de frutas, pão de forma e jornal. Até mascote de plástico do Cruzeiro e do Atlético tem aí. Mas é uma farmácia!
Enfim, voltei feliz (ou o mais feliz possível) com as sacolinhas da Araujo. Ao adentrar o hall de entrada do prédio, (Tá bom, é só uma portaria vagabunda...) o porteiro pegou minhas correspondências e não quis entregar. Largou em cima da mesa e disse que ia tomar um cafezinho. Achei estranho...
Uma das correspondências era do Santander. Dizia: você tem um crédito pré-aprovado de R$ 39.638,00 para fazer o que quiser, como comprar o presente de Dia das Mães. Ah sim, claro. Eu precisava desses 39 mil e cacetada pra comprar o presente da minha mãe. Mas como a correspondência só chegou hoje, deixei pra lá e ela dançou no presentão!
Mas voltando ao fato de o porteiro ter recusado me entregar as correspondências com medo de minha "doença", não parou por aí. Uma vizinha, junto de sua filha, pegou o elevador dos andares pares, mesmo morando em um andar ímpar! Tudo para não subir comigo. Beleza. Daqui a pouco vão fazer uma reunião de condomínio para discutir o caso do moleque que está com gripe suína no apartamento 701. Caramba, é só uma alergia. Não vai contagiar vocês!
Diz que nessa alergia só há contágio por via textual. Quem lê o texto de quem está com isso, pega também! Portanto, tomem cuidado!

OBS - Meu twitter: http://twitter.com/ricardocorrea

sexta-feira, 24 de abril de 2009

I Dreamed a Dream

Compartilhem essa letra comigo... é I Dreamed a Dream, que a agora famosa Susan Boyle cantou. 


"Houve um tempo em que as pessoas eram boas
Suas vozes eram doces
e suas palavras encorajadoras
Houve um tempo em que o amor era cego
E o mundo era uma canção
E essa canção era excitante
Houve um tempo... e então tudo deu errado

Eu sonhei um sonho num tempo que se foi
Quando as esperanças eram grandes e a vida valia ser vivida,
Eu sonhei que o amor nunca morreria
Eu sonhei que Deus poderia perdoar.

Então eu era jovem e destemido,
Quando os sonhos eram sonhados, realizados e desperdiçados.
Não havia preços a serem pagos,
Nem canção não cantada, nem vinho não provado.

Mas os tigres vêm à noite,
Com sua voz suave como o trovão,
Como se despedaçassem suas esperanças
Como se transformassem seus sonhos em vergonha

Ela dormiu por um verão comigo
Ela preencheu meus dias com amor sem fim
Ela levou minha juventude em sua correia
Mas ela se foi quando o outono chegou

E ainda sonhava com ela vindo a mim
E nós viveríamos os anos juntos,
Mas há sonhos que não podem ser
E há tempestades que não podemos prever.

Eu tive um sonho de como minha vida seria
Tão diferente deste inferno que estou vivendo
Tão diferente agora daquilo que parecia
Agora a vida matou o sonho
Que eu sonhei."

domingo, 12 de abril de 2009

Dando um oi pra galera!

É até difícil voltar a escrever depois de tanto tempo. Não sei por onde começar pois a impressão que tenho é que a vida na Green House trouxe várias novidades. Ao mesmo tempo, fico pensando o que interessa ao povo que sempre veio ao blog em busca de palhaçadas. Acho que minha vida tem menos palhaçada do que antes. Mas enfim, vamos ao que interessa.
Novidades verdes procês:
Tirei carteira de motorista enfim (ou devia falar carta já que os paulistas são maioria aqui no blog?). Não sei se lembram, acho que já contei aqui da vez que paguei a auto-escola e nunca fui. Pois é. Depois de meses passando do outro lado da rua de vergonha da mulher do atendimento daquela auto-escola (lá vai o louco que pagou e não fez as aulas), eu entrei em outra, vizinha daquela e concorrente.
Aliás, muitas histórias engraçadas na auto-escola... Primeiro nas aulas de legislação. Com todo respeito, acho que escolhi uma auto-escola meio ralézinha, pois meus colegas de sala eram, em geral, muito sofridos. Não sei se trabalhavam demais e faltava tempo pra pensar, ou o que era, mas o certo é que davam cada fora na aula que eu ficava constrangido. Lembro do dia, por exemplo, em que naquela aula sobre meio ambiente o rapazinho disse que era um absurdo quando as pessoas caminhando pela rua, comem um salgado qualquer ou bala e procuram um cantinho escondido pra jogar o papel no chão. E ele bradou: "Um absurdo", enquanto todos gesticulavam com a cabeça concordando, inclusive eu. Mas aí ele continua: "Tem que jogar no meio do passeio, ou na rua, num lugar visível que é mais fácil de varrer depois". Essa é daquelas histórias que só acredita quem viveu. Eu sei disso. Foram várias do tipo por lá...
Passado o exame de legislação vieram as aulas práticas. Num Paliozinho vermelho em princípio, lá fui eu fazer minhas aulas feliz da vida. Certa vez, o instrutor, levemente picareta diga-se de passagem, fez eu treinar baliza na frente da garagem de uma casa. Um senhor, dono da casa, não se contentou: "Mas que absurdo, fazendo baliza na frente da garagem dos outros", e começou a brigar com o instrutor. Imagine só a cena. Depois de muito custo, afinal fazer baliza naquela situação não era a melhor coisa do mundo, saímos. Quando havíamos chegado ao lugar, antes do velhinho aparecer, sua empregada estava a limpar o portão da casa com uma escova de dentes. E o instrutor não acreditava: "que paciência limpar um portão com escova de dentes". Após o chilique do velhinho eu comentei: "tá explicado o motivo dela limpar com escova de dentes. O patrão dela é insuportável".
E eis que após uma volta no quarteirão o instrutor me surpreende. "Vai lá! Outra baliza na frente do portão do véio". Levei na brincadeira e ri, mas ele não se rendeu: "Vai lá rapaz. Tenha medo não". E lá fui eu fazer outra baliza enquanto ele gesticulava da janela e o velhinho do portão. Trocaram farpas até que o mau caráter usou meu comentário pra atacar o velhinho: "Deixa de ser chato véio, fica aí obrigando sua empregada a limpar o portão com escova de dentes. Isso é escravidão. Olha aí a cara da coitada. Tá sofrendo. Eu se fosse ela ia no ministério do Trabalho denunciar o senhor". E eu já rindo no volante, perdendo as forças e não conseguindo fazer baliza nenhuma. Errei tudo e o instrutor disse ter feito de propósito para ver se eu fico nervoso. Disse que era um teste. Nervoso não. Eu tava era passando mal de rir no volante. Se o exame fosse engraçado eu não passaria.
O resto não teve nada de engraçado. O safado do instrutor atrasou no dia do exame. Levei bomba. Fiquei puto, fui para outra auto-escola, passei no segundo exame, mesmo sendo chamado de lerdo pelo examinador. 
Após passar no exame, entrei de férias. Comprei o carro (Peugeot Passion), viajei, voltei, peguei o carro e já andei 450km em 6 ou 7 dias. Alguém me segure!
Tô de férias. Loongas férias, até o dia 18 de maio. Se alguém quiser fazer alguma coisa ou precisar de uma visita me avise. :)
Ok, depois conto histórias engraçadas. Só escrevi pois achei que o blog estava abandonado.
Aliás, por falar em blog, eu tenho um blog sério também, pra quem gosta de Fórmula 1.
blogs.otempo.com.br/peembaixo 
Quem quiser acessar será um prazer recebê-los lá.
Beijos pras moças.
Abraços pros caras.

sábado, 20 de setembro de 2008

Vivo!

Estou vivo! Antes de mais nada preciso deixar isso claro. Afinal, foram quase cinco meses de jejum no green blog. E não tenho nem argumentos para explicar meu sumiço repentino. Para piorar, não tenho graaandes novidades em minha volta. A vida continua igualzinha na green house. Talvez apenas com menos fios, já que troquei me
u desktop por um laptop. Exceto isso, continuo com acessórios verdes, esquecendo roupa molhada na máquina, utilizando gavetas para esconder a bagunça em casos de emergência... Enfim, está tudo como dantes por aqui.
Continuo criando teorias para tentar salvar a humanidade do caos, do sofrimento, dos dramas modernos. Assim, fiquei em dúvida sobre como recomeçar o blog. Tinha a dúvida entre dois temas: voltar à salada, que encerrou a fase anterior, ou meus dramas fora da green house, no trânsito moderno. Enquanto escrevo essa frase mudei de idéia duas vezes sobre o que escrever. Mas acho que vou no trânsito primeiro, só pra variar. A salada volta no próximo episódio.
Então agora é oficial. Resolvi reiniciar a saga da minha vida contando um drama diário que vivo fora da green house. E é até um tema recorrente nas principais discussões da mídia: o trânsito. Mais uma vez, para isso, preciso recorrer ao meu desenho predileto
 na infância, e cujo link já postei aqui no blog. O "pateta no trânsito" é diversão obrigatória para quem sofre as agruras do dia a dia no asfalto de nossas cidades. Eis o link: http://br.youtube.com/watch?v=RMZ3bsrtJZ0
Não sou um pateta no trânsito, até porque não sou um entusiasta do automóvel principalmente em uma cidade onde ele é atualmente o principal problema. Só dirijo nas pistas (desde o último domingo posso dizer isso, afinal estreei no kart, coisa que queria fazer desde a infância).

Inclusive o kart merece um parágrafo próprio. Minha estréia não foi das melhores, mas estou otimista para o meu futuro na modalidade. Em karts que chegam a 100km/h na reta, acabei fazendo boas voltas... mas acabei me sentindo um Nigel Mansel, com arrojo mas ficando pelo caminho nos momentos principais. Após sair da pista na volta de apresentação, rodar quatro vezes durante a prova e jogar a única mulher da corrida para fora da pista, acabei escapando na penúltima curva da penúltima volta e me espatifando na barreira de pneus, após rasgar o asfalto, a terra e a grama do kartódromo internacional de Betim. Resultado: fiquei em último. 
Mas saí feliz. E acho até que meu desempenho foi excelente, com várias ultrapassagens, principalmente para alguém que sequer tem carteira de motorista (agora estou tirando. rs). Quem me conhece sabe da história da auto-escola, que eu paguei mas nunca fui lá. Até hoje o pessoal da auto-escola "Liderança" deve achar que eu morri, fui preso ou algo do tipo... E depois de meses fiquei sem coragem de ir lá mesmo. Em novembro faz dois anos que paguei tudo e não retornei até a auto-escola. Agora minha nova auto-escola é exatamente do lado da "Liderança".
Mas voltando ao trânsito fora das pistas. Como não ando de carro, acabo trabalhando com todas as outras opções que Belo Horizonte me oferece: taxi, ônibus e metrô. Com vantagens e desvantagens para cada uma delas.
No caso do taxi, que a cada dia uso mais, a desvantagem óbvia é o preço. Pago 30 reais por viagem até o trabalho. Mas vou confortável, tranqüilo e nunca me arrependo. Principalmente depois que o jornal que eu trabalho divulgou matéria mostrando que andar de taxi é mais barato que ter carro. E os taxistas me divertem também. Eles sempre têm uns papos engraçados, umas histórias ótimas e uma concepção de mundo diferente dos outros seres humanos. Uma coisa que me intriga é o fato de eles acharem que só eles têm motivo para estarem no trânsito. O raciocínio do taxista é de que ele está trabalhando e que os outros estão passeando. Não passa pela cabeça dele que as outras pessoas estão indo para o trabalho, buscando filhos na escola, enfim, fazendo outras tarefas úteis, que não simples passeios pelas ruas da cidade.
Para minimizar a culpa por pegar taxis tão caros desenvolvi uma estratégia infalível. E mais uma vez recorro ao Wal Mart, supermercado que fica em frente ao local no qual trabalho e que representa 90% das minhas compras diárias. Minha estratégia é ir ao Wal Mart comprar alguma coisa sempre que estou cansado. Aí saio de lá com umas sacolinhas e já me sinto suficientemente no direito de descer de taxi. E sempre penso: ah, finge que as contas custaram 30 a mais... Assim vou quase sem culpa, quase todo dia.
Ultimamente, como estou trabalhando até bem tarde, tenho usado o táxi todos o dias. Tem ficado caro, mas o metrô, que até pouco tempo era meu meio de transporte predileto, tem ficado inviável. Aliás, tem duas coisas que me incomodam no metrô de Belo Horizonte. Uma é que ele te leva do nada ao lugar nenhum. As coisas mais importantes da cidade estão fora da rota do metrô. Por sorte, o jornal fica localizado bem perto do nada. E eu moro bem perto do lugar nenhum.
A segunda coisa que me incomoda no metrô é a falta de educação da maioria dos cidadãos na hora em que eu preciso descer daquele veículo. Tem uma porcaria de um adesivo na porta que diz: "deixe sair antes de entrar". Mas quando vou tentar sair, na estação Central, sempre tem alguém entrando, me empurrando para dentro de volta, com sacolas enormes, e arrastando crianças berrando nas duas mãos. É sempre um momento de tensão. Mas tirando isso, tudo bem. 
Ah, também me incomoda o fato de a lanchonete do metrô não fornecer guardanapo, com a desculpa de que é norma para que não se suje os trens. Os educados pagam pelos mal educados né...
Para subir para o jornal ainda é comum eu utilizar a opção ônibus. Mas também não é muito fácil. Primeiro pois o asfalto de Belo Horizonte é muito ondulado e andar de ônibus, principalmente nos bancos da metade do veículo para trás é como se equilibrar em um touro. Nunca me equilibrei em um touro, mas não imagino que seja muito mais difícil. Para piorar, tenho impressão de que os ônibus daqui são mal parafusados... Então fica aquele barulho de "nheco nheco nheco" durante toda a viagem. Sem um fone de ouvido e um mp3, ou sem o rádio ligada na CBN fica muito complicado.
Outra coisa fantástica é andar nesses microônibus que existem por aqui. Ou nos chamados "micrões", que são um meio termo entre o micro e o ônibus normal. Eles não possuem cobrador (ou trocador, como se diz lá em Juiz de Fora). Sendo assim, é o próprio motorista quem recebe o dinheiro. E o mais engraçado (na verdade seria cômico se não fosse trágico) é que eles cismam em receber o dinheiro com o ônibus em movimento. Ele olha para trás para te dar o troco e até gira o volante sem querer quando faz isso... Eu até preocupo-me em ter o dinheiro trocado para ter um risco a menos na viagem...
Mas tudo isso, e mais um pouco, me fez decidir por, enfim, tirar carteira de motorista e comprar um veículo. Comecei minhas aulas de auto-escola, que têm sido muito engraçadas. Serão as aulas de auto-escola que vão me dar muito motivo para escrever no blog. Mas como o texto já está loooongo e cansativo principalmente para quem tem meses que não vem até aqui, vou deixar para o próximo post a primeira história. 
Hoje o texto nem foi engraçado, mas serviu para atualizá-los. Para acompanharem minha volta passo a passo, cadastrem-se no blog e recebam notícias quando ele for atualizado. É só preencher o formulário na barra da direita. 

PS1: Esse texto é dedicado à Juliana F. e às várias outras pessoas que me incentivaram a retomar o blog. 
PS2: Esse post tem um apoio da operadora "Vivo". 

sábado, 26 de abril de 2008

O mundo contra a salada

Quando, aos 20 dias do mês de novembro de 2007, esse blog publicou, com exclusividade, artigo que combatia o consumo de vegetais e revelou que salada engordava e fazia mal à saúde, alguns se assustaram. É bem verdade que, embora muitos discordassem da teoria, a maioria dos comentários foram favoráveis e comprovaram a minha tese. No entanto, os céticos permaneceram irredutíveis na opinião de que os legumes e verduras faziam bem, que não criavam nenhum mal ao corpo humano e que, melhor ainda, ajudava aqueles que queriam manter a forma sem ter muito trabalho com exercícios físicos.
O artigo "Bomba - salada engorda", que aqui ganhou característica de post foi um marco histórico na luta contra a "indústria da salada". Daqui ecoaram as primeiras trombetas que alertavam o mundo para o mal causado pelos vegetais folhosos, legumes, etc e tal.
Eis que nós, defensores das carnes e outros produtos saudáveis começamos enfim a ganhar espaço e reconhecimento junto à sociedade. Isso mesmo, caro leitor, o mundo está percebendo o que o green blog ou as comunidades "eu odeio salada" e afins do orkut já sabiam. E, nas últimas semanas, foram várias provas disso.
A revista Veja, no dia 2 de abril, publicou duas páginas sobre a salada que engorda. Abriu a matéria dizendo: "Todo mundo que faz regime (e quem não faz?) sabe: salada não engorda. Não engorda? Pois a destas páginas contabiliza 1.265 famigeradas calorias, mais do que o cardápio do dia inteiro recomendado a uma mulher preocupada com o peso." Tudo bem que a Veja pegou leve e não chegou nem perto do que disse esse blog, em novembro do ano passado, quando decretou: "salada não faz bem. E vou além: aumenta as chances de desenvolvimento de colesterol, eleva o percentual de chances de doenças do aparelho digestivo e o pior: ENGORDA!"
Pois bem. O leitor deve estar se perguntando: tudo bem... a Veja pegou alguns exemplos para dizer que salada engorda. Mas o blog também havia pegado pesado ao dizer que, além de engordar, a salada "faz mal à saúde". Note bem, caro visitante, o que disse naquele novembro último: "Minha teoria é de que é porque as comidas como carne, arroz, feijão, as tradicionais, todas passam por um processo de cozimento, ou fritura ou coisa parecida. A salada não. Pega ali, cheio de micróbio, dá uma lavadinha com água mesmo (nem sabão usa!) e pronto. Comem. Não adianta. Vai fazer mal à saúde."
Agora, na última semana, lemos nos jornais que os micróbios são os menores problemas. Tem coisa pior que tem na salada e não tem na carne. Veja o que diz a Folha de S. Paulo, que manchetou o assunto: "De cada dez pés de alface vendidos no Brasil, quatro estão contaminados por resíduos de agrotóxicos." Isso mesmo: o alface que estamos comendo (vocês estão, porque eu não como) tem veneno! E olha o tomate, que as pessoas tanto gostam: "O alimento com maior nível de contaminação foi o tomate. Das 123 amostras analisadas, 55 apresentaram resultados insatisfatórios (44,72%)". No caso dos mineiros, a situação é ainda pior, como mostrou o jornal O Tempo, onde eu trabalho: 56% das amostras de tomate analisadas no Estado possuíam alta concentração de agrotóxico. E a matéria sentencia: "De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia, o médico Délio Campolina, os produtos químicos identificados geram danos no sistema nervoso, fígado e no estômago".Portanto, minha gente, mais uma vez a green house entra na campanha contra os "fabricantes de salada" e decreta: salada engorda e faz mal.
Já dizia isso antes e volto a repetir: coisa verde é para decorar a casa, não é para comer. Para relembrar tudo o que já dissemos sobre os vegetais folhosos e legumes, deixo aqui o link do histórico artigo de 20 de novembro de 2007, que fez o mundo rever sua posição sobre a salada.

http://solteirosemempregada.blogspot.com/2007/11/bomba-salada-engorda.html


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terça-feira, 22 de abril de 2008

Em busca da nova green house

Meu blog andou meio desatualizado por conta do operação Pasárgada, da Polícia Federal. Para quem não se ligou, foi uma operação que prendeu 51 pessoas, sendo 17 prefeitos (15 de Minas) na última semana. Mas eu não fui preso, viu minha gente? Estava só ocupado investigando as coisas e fazendo matérias sobre o envolvimento dessa turma toda aí. Se tivesse sido eu daria um jeito de postar de dentro do presídio Nelson Hungria, em Contagem, para que vocês conhecessem minha vida lá na "grey house". ahahahahaha (até eu tive que rir dessa minha piadinha sobre a "grey house". (Aliás, tive dúvidas sobre "Gray" ou "Grey", mas optei pelo britânico)
Mas enfim. Voltando à vaca fria... ou melhor... voltando ao blog que esfriou nos últimos dias, a idéia é retomar. E nada melhor para fazer isso do que em um dia de folga. E folga mesmo! Já que acordei cedo e já fiz tudo o que eu tinha para fazer.
E tendo tempo para ler as coisas aqui e os scraps no orkut, surpreendi-me com o sucesso que o arroz doce teve. Pelo menos na teoria, a maioria acredita que eu conseguiria fazer um arroz doce razoável. Um dia convido todos para provar na prática.
Mas o assunto hoje não é operação Pasárgada. Nem arroz doce. Hoje vou falar sobre meu plano mirabolante para adquirir minha própria green house. Mudei pra Belo Horizonte depois de morar 25 anos na casa dos meus pais (e apenas 3 meses sozinho, de aluguel, no centro de Juiz de Fora). Aqui, aluguei um apartamento pequeno, de um quarto, sala, cozinha, banheiro e área. Posso caminhar por todos os cômodos com menos de 10 passos, acreditem se quiser. Mas é arrumadinho e razoavelmente bem localizado.
Acontece que eu agora já estou querendo a minha green house própria, então comecei os estudos para a aquisição do bem. Como ainda não conheço nada de Belo Horizonte, tenho iniciado as análises apenas olhando opções na internet. E aí é que mora um troço engraçado da minha procura. Como não sei se os bairros são bons ou não, se os locais são bons ou não, vou pelas fotos dos apartamentos.
A minha tese é a seguinte: se os móveis e a decoração dos antigos moradores (que aparecem nas fotos de venda do imóvel) forem bregas, o apartamento está descartado. A lógica é que, se eles não possuem bom gosto para escolha de móveis, acessórios, decoração, etc, porque teriam bom gosto para a escolha de um bom local para morar? E assim já vou eliminando uma série de apartamentos baratos, porém muito muito muito mal decorados.
Tem coisas horríveis nesses sites de imóveis. Certa vez lembro de ter visto uma sala que possuía uma cortina verde, uma toalha de mesa vermelha xadrez e uma capa de sofá amarela. NO chão um tapete bege e marrom, em um chão de piso branco. Imagine que cena horrível. Parecia uma parada do orgulho gay, de tantas cores.
Mas essa é a primeira etapa apenas do meu plano que pode terminar (olha essa... Talita) na "conquista do mundo". Preparei até uma fórmula matemática para explicar meu plano. Vejamos:
Vou gastando pouco e guardando dinheiro para comprar um apê próprio. Então, a fórmula para a compra da G1 (Green house própria 1) hoje será:
G1 = X.Y (sendo Y o tempo que eu demorarei para comprar a casa e X o que eu consigo juntar a cada mês).
Após a compra da G1, se hoje eu junto X, passarei a juntar X + A (O que eu pago de aluguel hoje poderei guardar também). Então a fórmula da compra da green house passará a ser,
G2 = (X + A).Y (nota-se que o Y já vai diminuir).
Quando eu comprar a G2, vai ser ainda melhor a fórmula, pois além de economizar o que já economizo hoje, mais o dinheiro do aluguel, ainda faturarei com o aluguel que ganharei da G1 (enquanto moro na G2). Para esse último valor, darei o nome de AG1.
G3 = (X + A + AG1).Y
G4 = (X + A + AG1 + AG2).Y. E assim por diante.
Nota-se que, a cada mês o Y tende a ficar menor, podendo um dia, sabe-se lá daqui a quanto tempo... tender a 1. Nessa lógica, eu compraria uma green house nova por mês. Não parece brilhante?
Enquanto isso não acontece, vou apresentando para vocês a pequena, porém arrumadinha Green House original (essas fotos são dela, acreditem!). Notem que ela é realmente salpicada de green.


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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Arroz doce na green house

Caros leitores do blog,
Antes de iniciar o divertido (agora tenho que especificar) post de hoje, quero emitir uma nota de esclarecimento:
Devido aos comentários maldosos que foram postados aqui, quero deixar claro que continuo solteiro, sozinho e sem empregada. Ao contrário do que se ventilou por aqui, o texto que postei NÃO foi concebido por conta de uma visita que eu tenha recebido recentemente na green house. Conforme ressaltei no início do post, o texto é antigo e apenas publiquei por remeter à saudade que sinto de tooodos os parentes, amigos e pessoas que deixei para trás. Agora vamos ao que interessa!
Como eu disse, sigo solteiro, sozinho e sem empregada. Mas nem tudo em minha vida está como "dantes". Agora, trabalho em um outro horário (de 8h às 15h30) o que me permite chegar em casa mais cedo. Isso tem melhorado minha relação com a green house. Estamos passando mais tempo juntos e estou podendo cuidar mais dela. A green house já não tem tantas roupas sujas espalhadas pela casa, como nas últimas semanas, nem está com a pia da cozinha desarrumada. Estou cada vez mais eficiente nas simples tarefas do lar e, assim, cada vez mais convencido de que é desperdício contratar uma diarista para fazer os serviços básicos daqui.
Aliás, seria até uma maldade com minha saúde. Segundo pesquisa que os jornais estarão divulgando amanhã e que já pipocou nos sites hoje, fazer 20 minutos de faxina por dia alivia o stress. O problema é que, segundo os pesquisadores, tem que ser uma faxina suficiente para deixar ofegante. E convenhamos que, se eu ficar ofegante em 20 minutos de faxina, é melhor eu procurar um médico né?
Pois bem. Faço os 20 minutos de faxina, alivio meu stress, mas não fico ofegante.
Só que não é só a faxina que ando fazendo aqui em casa nesse tempo livre. Tenho me aventurado na cozinha, lugar que eu ia apenas para assaltar a geladeira. Agora estou produzindo alimentos. Que incrível! E foi num desses arroubos de boa vontade que eu resolvi encarar a tarefa de fazer um arroz doce que tanto queria comer.
Como costumo fazer em momentos como esse, liguei para minha mãe, em Juiz de Fora, e obtive informações sobre como fazer o doce. Ela me explicou e logo fui fazer.O único problema nesse caso é que minha mãe parece achar que eu sou uma ameba na cozinha. Reiterou ao telefone que era para eu cozinhar o arroz normalmente, mas que não era para colocar óleo nem tempero na panela. Oras... È sacanagem comigo né?
Pois bem. Cozinhei o arroz (sem óleo nem tempero)... deixando a água acabar. Para quem não sabe (vou ensinar a fazer arroz doce), um copo de arroz deve ser jogado na panela com uns três a três copos e meio de água. Quando a água secou, fui para a segunda fase, que era colocar leite para fazer o mesmo. Nessa hora, temos duas opções: colocar quatro colheres de açúcar, para deixar o arroz doce, ou usar leite condensado. Optei pelo leite condensado, que misturei ao leite comum. E pronto.
Secou quase tudo, desligou, esperou esfriar, colocou na geladeira, com canela por cima e pronto. Que beleza. Ave arroz doce!
Quem leu isso deve ter achado que foi a maior moleza do mundo. E realmente foi. Mas tive alguns percalços que vou enumerar para não perder a tradição de ser humilhado pelas risadas de meus leitores:1) Por algumas vezes, esqueci e fechei a panela do arroz doce. Como estava usando uma panela comum e não uma panela de pressão, que pode ser travada, a cada vez que eu fazia isso a água ou o leite subia e entornava no fogão.
2) Empolguei tanto com a facilidade de se fazer o arroz doce que cismei de dar uma de dona Leda e fazer outras coisas ao mesmo tempo. Resolvi fritar pastéis enquanto o arroz doce ia pro fogo. O problema é que, como as minhas panelas são finas e a gordura espirra muito, eu fechava a panela do arroz doce para que a gordura não voasse para lá. Mas aí a panela do arroz doce transbordava e atingia a gordura da frigideira. E quando issoa contecia, a frigideira espirrava ainda mais gordura, fazendo com que eu tivesse que dar um passo atrás. Após três tentativas, resolvi fazer uma coisa de cada vez. Aí sim. tudo deu certo.
3) Fazer o arroz doce foi mole. Difícil mesmo foi lavar a panela. Esqueci dois dias aquele troço lá tampado, após tirar o arroz doce. Quando abri o troço estava uma nojeira. Até o cheiro era insuportável. E, ao contrário do que imaginei, foi dificílimo arrancar os restos de arroz que ficaram agarrados nela. Com água, consegui amolecer aquilo tudo, mas não escapei de usar bombril para limpar o pobre utensílio. Mas dá muita pena passar bombril naquele troço brilhoso...
4) Meu último problema é que, como comi o arroz doce sozinho (demorei 4 dias), ninguém acredita que ficou bom. E eu juro que ficou!

-> Agora terei mais tempo para escrever aqui no blog. Prometo não abandonar isso aqui. Mas como não estou escrevendo todos os dias, como no início, sugiro que cadastrem-se na barra direita, colocando o nome, o email e a cidade para que eu avise quando novas postagens estiverem aí.